INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2013
A Unidade Básica de Saúde de uma pequena cidade é responsável pela atenção a um asilo municipal. Em uma das visitas ao asilo, o médico atende um homem de 78 anos de idade com quadro de tosse produtiva há aproximadamente um mês. O paciente dorme em um quarto com outros três idosos, e, na instituição, vivem ao todo 23 idosos. Já fez uso de antialérgico e azitromicina - 500 mg por 5 dias, sem melhora. Após coleta de escarro, é feito diagnóstico de tuberculose pulmonar e iniciado tratamento. Qual a conduta a ser adotada em relação aos contactantes?
Contato de TB em asilo → Investigar sintomáticos + Prova Tuberculínica (PT) nos assintomáticos.
Em ambientes institucionais, todos os contatos devem ser avaliados. Sintomáticos fazem investigação para doença ativa; assintomáticos realizam Prova Tuberculínica para rastrear Infecção Latente (ILTB).
O controle da tuberculose em populações vulneráveis e ambientes fechados é uma prioridade de saúde pública. Quando um caso índice é identificado em um asilo, a investigação de contatos deve ser imediata e sistemática. O objetivo é duplo: identificar casos secundários de doença ativa e detectar indivíduos com infecção latente que se beneficiariam do tratamento preventivo. A Prova Tuberculínica (PPD) continua sendo a ferramenta padrão na atenção primária para avaliar a resposta imune celular ao bacilo. Em idosos, deve-se considerar o efeito 'booster' ou a anergia cutânea, mas a positividade em um contexto de exposição recente é um forte indicativo de infecção nova, exigindo conduta proativa para evitar a progressão para doença ativa.
Contato é toda pessoa que compartilha o mesmo ambiente (domiciliar, institucional ou de trabalho) com um caso de tuberculose pulmonar ou laríngea bacilífero por tempo prolongado. Em asilos, a proximidade nos quartos e áreas comuns torna todos os residentes e funcionários contatos potenciais.
Contatos assintomáticos devem ser submetidos à Prova Tuberculínica (PT) ou IGRA. Se a PT for positiva (≥ 5mm na maioria dos protocolos de contato), deve-se realizar RX de tórax para excluir doença ativa e, se normal, considerar o tratamento da Infecção Latente por Tuberculose (ILTB).
Idosos institucionalizados possuem maior risco devido à senescência do sistema imune, presença de comorbidades e ao ambiente confinado que facilita a transmissão aérea do Mycobacterium tuberculosis. O diagnóstico precoce e o manejo de contatos são vitais para evitar surtos institucionais.
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