UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2023
Paciente, 7 anos de idade, possui diagnóstico de asma em uso de spray de beclometasona 100 mcg/dia e salbutamol sob demanda. Em sua consulta de rotina, com pediatra, a mãe relata que nas últimas 4 semanas a filha tem preferido, praticamente todos os dias, ficar assistindo à televisão ao invés de brincar com as coleguinhas, sendo que ela sempre foi uma criança que gostava muito mais de brincar que assistir à televisão, referindo se sentir cansada: tem apresentado tosse e dor torácica cerca de 3 a 4 vezes na semana; está usando o salbutamol já tem cerca de 5 dias, inclusive, chegou de acordar a noite algumas vezes com queixa de dor torácica, que melhorou com o uso do salbutamol. Considerando o quadro atual da paciente, como classificar o controle de sua doença e qual a conduta a ser realizada?
Asma com sintomas noturnos e uso diário de resgate → Asma Não Controlada, requer escalonamento terapêutico.
A asma pediátrica é classificada como 'não controlada' quando há sintomas diurnos frequentes (> 2x/semana), uso de medicação de resgate (> 2x/semana), sintomas noturnos e/ou limitação de atividade. Nesses casos, é fundamental rever a técnica inalatória e o ambiente, e escalonar o tratamento, geralmente associando um LABA ao corticoide inalatório.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de morbidade pediátrica. O controle da asma é avaliado pela frequência dos sintomas diurnos e noturnos, uso de medicação de resgate e limitação de atividades. A classificação do controle, conforme as diretrizes GINA (Global Initiative for Asthma), é fundamental para guiar o tratamento e prevenir exacerbações. A fisiopatologia da asma envolve inflamação crônica das vias aéreas, hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo. O diagnóstico de asma não controlada é feito quando a criança apresenta sintomas frequentes (mais de 2 vezes por semana), uso de medicação de resgate mais de 2 vezes por semana, sintomas noturnos ou limitação de atividades. A história clínica detalhada, incluindo a frequência e intensidade dos sintomas, é crucial para essa avaliação. O tratamento da asma pediátrica segue um plano escalonado. Para asma não controlada em crianças já em uso de corticoide inalatório em baixa dose, a conduta é rever a técnica inalatória e os fatores ambientais desencadeantes, e então escalonar o tratamento. Isso geralmente envolve a adição de um broncodilatador de longa ação (LABA), como o formoterol, ao corticoide inalatório, formando uma terapia combinada. A suspensão da beclometasona não é a conduta correta, e dobrar a dose do corticoide inalatório sem associar um LABA pode ser insuficiente.
A asma é considerada não controlada em crianças se houver mais de dois sintomas diurnos por semana, uso de medicação de resgate mais de duas vezes por semana, qualquer sintoma noturno ou qualquer limitação de atividade devido à asma.
A conduta para asma não controlada em criança já em corticoide inalatório inclui rever técnica e ambiente, e escalonar o tratamento, geralmente associando um broncodilatador de longa ação (LABA), como o formoterol, ao corticoide inalatório.
O formoterol é um beta-2 agonista de longa ação (LABA) que proporciona broncodilatação sustentada, melhorando o controle dos sintomas e a função pulmonar quando associado ao corticoide inalatório, especialmente em pacientes com asma não controlada.
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