UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2016
Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para manejo da asma, que critérios são usados para classificar o controle da asma de um paciente em acompanhamento ambulatorial?
Controle da asma (SBPT) = sintomas diurnos/semanais + uso de resgate/semanal + limitação de atividades + exacerbações.
As diretrizes da SBPT para o controle da asma avaliam principalmente a frequência dos sintomas diurnos, o uso de broncodilatador de resgate, a limitação das atividades e a ocorrência de exacerbações. A frequência semanal desses parâmetros é um indicador chave para a classificação do controle.
O manejo da asma em acompanhamento ambulatorial visa alcançar e manter o controle da doença, minimizando sintomas, prevenindo exacerbações e otimizando a qualidade de vida do paciente. As Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), alinhadas com as diretrizes internacionais (GINA), fornecem critérios claros para essa avaliação. A classificação do controle da asma é multifatorial e não se baseia apenas em um único parâmetro. Os critérios principais incluem a frequência de sintomas diurnos (por exemplo, tosse, sibilos, dispneia), a frequência do uso de broncodilatador de resgate (como salbutamol), a limitação das atividades diárias devido à asma e a ocorrência de exacerbações que necessitaram de corticosteroides orais ou hospitalização. Esses parâmetros são geralmente avaliados em um período recente, como a última semana ou mês. A avaliação regular desses critérios permite ao médico ajustar o tratamento, escalonando ou desescalonando a terapia conforme a necessidade, para garantir que o paciente permaneça na categoria de asma controlada. A função pulmonar (Pico de Fluxo Expiratório - PFE ou Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo - VEF1) também é um componente importante, mas não o único, na avaliação do controle e na estratificação da gravidade da doença.
Os principais domínios incluem a frequência de sintomas diurnos, a frequência de sintomas noturnos, a necessidade de uso de broncodilatador de resgate, a limitação das atividades diárias e a ocorrência de exacerbações.
A avaliação semanal permite monitorar a estabilidade da doença e a resposta ao tratamento. Sintomas frequentes ou uso excessivo de medicação de resgate indicam asma não controlada e a necessidade de ajuste terapêutico.
O controle da asma é classificado em "controlada", "parcialmente controlada" e "não controlada", com base na frequência dos sintomas diurnos, sintomas noturnos, uso de medicação de resgate, limitação de atividades e ocorrência de exacerbações na última semana ou mês.
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