Asma Não Controlada: Avaliando Adesão antes de Escalar GINA

HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

Mulher de 30 anos, asmática em tratamento irregular com Beclometasona inalatória retorna em consulta no Ambulatório relatando dispneia diária ao caminhar e ao subir escadas e despertar noturno com chiados cerca de três vezes por semana. Usa Salbutamol spray todos os dias e pontua 12 na ACT (Teste de Controle de Asma). Nega limitações em suas atividades. Em relação a seu status de controle à conduta adequada, de acordo com o GINA (Global Initiative for Asthma Management and Prevention), assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Como não se apresenta clinicamente controlada e está no Step 2 de tratamento, devemos prosseguir para o Step 3 nesta consulta.
  2. B) Apesar de a asma da paciente não estar controlada, não se deve prosseguir o Step de tratamento, pois a adesão terapêutica está incorreta.
  3. C) Como a paciente tem asma parcialmente controlada e se encontra no Step 1 de tratamento, devemos passar ao Step 2 ou 3 e reforçar adesão.
  4. D) Apesar de a aderência terapêutica não estar adequada, a falta de controle e o risco de hospitalização e morte pelo ACT baixo indicam passar ao Step 3.

Pérola Clínica

Asma não controlada com má adesão: Antes de escalar o Step GINA, otimizar adesão e técnica inalatória.

Resumo-Chave

Antes de escalar o tratamento da asma (aumentar o Step GINA), é crucial avaliar e corrigir a adesão do paciente à medicação e a técnica inalatória. Um ACT baixo e sintomas persistentes podem ser resultado de uso incorreto da medicação atual, e não necessariamente de falha do Step de tratamento.

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de pessoas globalmente. O GINA (Global Initiative for Asthma) fornece diretrizes baseadas em evidências para o manejo da asma, com o objetivo de alcançar e manter o controle da doença, minimizando o risco de exacerbações e efeitos adversos da medicação. Para residentes, a compreensão do GINA é fundamental para a avaliação e o manejo adequados dos pacientes asmáticos, garantindo uma abordagem sistemática e eficaz. O controle da asma é avaliado pela frequência dos sintomas diurnos e noturnos, uso de medicação de alívio (SABA), limitação de atividades e função pulmonar. Ferramentas como o Teste de Controle da Asma (ACT) são úteis para quantificar o nível de controle. A fisiopatologia da asma envolve inflamação crônica que, se não controlada, leva a hiperresponsividade brônquica e remodelamento das vias aéreas. A medicação controladora, principalmente os corticoides inalatórios (ICS), atua reduzindo essa inflamação. No caso de asma aparentemente não controlada, como o da paciente com ACT 12, é imperativo investigar as causas antes de simplesmente escalar o tratamento. Fatores como má adesão à medicação, técnica inalatória incorreta, exposição persistente a gatilhos e comorbidades não tratadas (ex: rinite, DRGE) são causas comuns de falha no controle. O GINA enfatiza que, antes de avançar para um Step de tratamento mais elevado, deve-se revisar esses fatores e otimizá-los. A educação do paciente sobre sua doença e o uso correto dos medicamentos é um componente crítico do manejo da asma.

Perguntas Frequentes

O que indica um ACT (Teste de Controle da Asma) de 12 pontos?

Um ACT de 12 pontos indica que a asma da paciente está muito mal controlada. Pontuações abaixo de 20 geralmente sugerem asma não controlada, necessitando de revisão do plano de tratamento.

Por que a adesão terapêutica é tão importante no manejo da asma?

A adesão é crucial porque a asma é uma doença crônica que requer medicação regular, principalmente corticoides inalatórios, para controlar a inflamação subjacente. A falta de adesão leva a sintomas persistentes e maior risco de exacerbações.

Quais são os passos iniciais ao abordar um paciente com asma aparentemente não controlada?

Os passos iniciais incluem verificar a adesão à medicação, a técnica de uso do inalador, a exposição a gatilhos e a presença de comorbidades. Somente após otimizar esses fatores, deve-se considerar a escalada do tratamento.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo