UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2023
Adolescente, 12a, é trazido ao Pronto Socorro referindo dor em cotovelo direito após ter caído de uma árvore, há uma hora. Exame físico: corado; consciente; orientado; hidratado; fácies de dor. FC=112bpm, FR=21irpm, PA=126x82mmHg. Deformidade em cotovelo direito, doloroso à palpação, e pulsos radiais presentes. Restante sem alterações. Radiograma de cotovelo direito. UMA COMPLICAÇÃO QUE PODE OCORRER NESTA SITUAÇÃO CLÍNICA É A SÍNDROME DE COMPARTIMENTO QUE, SE NÃO CONDUZIDA PRECOCEMENTE, PODE LEVAR À:
Síndrome compartimental em cotovelo → isquemia prolongada → Contratura de Volkmann.
A síndrome de compartimento é uma emergência ortopédica que, se não tratada rapidamente com fasciotomia, leva à necrose muscular e nervosa. No cotovelo, a complicação mais temida e incapacitante a longo prazo é a contratura isquêmica de Volkmann, caracterizada por deformidade em flexão do punho e dedos.
A síndrome de compartimento é uma emergência ortopédica que ocorre quando a pressão dentro de um compartimento muscular fechado aumenta, comprometendo a perfusão sanguínea e levando à isquemia tecidual. Em crianças, é frequentemente associada a fraturas supracondilianas do úmero, embora possa ocorrer em qualquer trauma significativo. O reconhecimento precoce é crucial para evitar sequelas permanentes. A fisiopatologia envolve o ciclo vicioso de edema, aumento da pressão, diminuição do fluxo sanguíneo e isquemia, que culmina em necrose muscular e nervosa. Os sinais clássicos incluem os '5 Ps': Pain (dor desproporcional), Pallor (palidez), Paresthesia (parestesia), Paralysis (paralisia) e Pulselessness (ausência de pulso), sendo a dor o mais sensível e precoce. A dor à extensão passiva dos dedos é um sinal patognomônico. Se não tratada com fasciotomia de emergência, a síndrome de compartimento pode levar à contratura isquêmica de Volkmann, uma deformidade incapacitante caracterizada por fibrose e encurtamento dos músculos flexores do antebraço, resultando em flexão fixa do punho e dedos. O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado o mais rápido possível para preservar a função do membro.
Os sinais incluem dor desproporcional à lesão, dor à extensão passiva dos dedos, parestesia, palidez e, tardiamente, ausência de pulso. A dor é o sintoma mais confiável e precoce.
A conduta inicial é a remoção de qualquer compressão externa (gesso, curativo apertado), elevação do membro e monitorização rigorosa. Se a pressão compartimental estiver elevada, a fasciotomia de emergência é indicada.
É uma complicação grave da síndrome de compartimento não tratada, resultando em necrose muscular e nervosa. Manifesta-se como uma deformidade em flexão fixa do punho e dos dedos, com perda funcional significativa do antebraço e mão.
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