Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2020
Sobre a contratilidade uterina, qual está correta?
CRH placentário atinge pico no parto, estimulando contrações uterinas e maturidade fetal.
O Hormônio Liberador de Corticotrofina (CRH) produzido pela placenta desempenha um papel crucial na regulação do tempo do parto. Seus níveis aumentam progressivamente durante a gestação, atingindo um pico no momento do parto, o que contribui para o início e a progressão das contrações uterinas.
A contratilidade uterina é um processo fisiológico complexo e finamente regulado, essencial para o trabalho de parto e o nascimento. Embora a ocitocina e as prostaglandinas sejam amplamente conhecidas por seu papel na indução e manutenção das contrações, o Hormônio Liberador de Corticotrofina (CRH) placentário emergiu como um regulador chave, atuando como um 'relógio biológico' que determina o tempo do parto. Os níveis de CRH placentário aumentam exponencialmente nas últimas semanas de gestação, atingindo seu pico no momento do parto. Este aumento estimula a glândula adrenal fetal a produzir cortisol e dehidroepiandrosterona sulfato (DHEAS), que por sua vez, influenciam a produção de estrogênios e prostaglandinas, essenciais para a maturação cervical e o início das contrações uterinas. A intensidade das contrações uterinas é percebida à palpação quando ultrapassa cerca de 10-15 mmHg, e não 50 mmHg como erroneamente afirmado em algumas alternativas. É importante notar que a duração da dor é geralmente *menor* que a duração da onda contrátil, pois a percepção da dor está mais ligada ao pico da contração. Além disso, os glicocorticoides, ao contrário do que se poderia pensar, *aumentam* a produção de CRH pela placenta, em um mecanismo de feedback positivo que pode ter implicações no parto prematuro. Compreender esses mecanismos é fundamental para o manejo adequado do trabalho de parto e para a prevenção e tratamento de distúrbios da contratilidade uterina.
O CRH placentário atua como um 'relógio biológico' do parto, aumentando progressivamente durante a gestação e atingindo seu pico no momento do parto, estimulando a produção de prostaglandinas e ocitocina, que promovem as contrações uterinas.
A contração uterina só é percebida à palpação quando sua intensidade ultrapassa aproximadamente 10-15 mmHg, não 50 mmHg.
Os corticoides, especialmente os glicocorticoides, podem *aumentar* a produção de CRH pela placenta, e não diminuir, em um mecanismo de feedback positivo que pode influenciar o início do parto.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo