Contratilidade Uterina: Fisiologia do Parto e Puerpério

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2022

Enunciado

Em relação à contratilidade uterina, durante o ciclo gravídico puerperal, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.(   ) Após 30 semanas de gestação, a atividade uterina aumenta vagarosa e progressivamente.(   ) Nas últimas quatro semanas anteparto, observa-se, em geral, contrações de Braxton-Hicks menos intensas e mais frequentes.(   ) No período expulsivo, a frequência das contrações uterinas atinge 5, em 10 minutos.(   ) O sentido de propagação da onda é predominantemente ascendente e, apenas, em um pequeno trajeto, que se dirige ao fundo, é descendente.(   ) Após o nascimento do feto, o útero cessa a produção de contrações rítmicas.Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.

Alternativas

  1. A) V, V, F, V, V.
  2. B) V, F, V, F, V. 
  3. C) V, F, V, F, F.
  4. D) F, V, F, V, F.
  5. E) F, F, V, F, V.

Pérola Clínica

Contração uterina: ↑ frequência/intensidade no parto, 5/10min no expulsivo, onda descendente.

Resumo-Chave

A contratilidade uterina se intensifica progressivamente na gestação, culminando nas contrações efetivas do trabalho de parto. No período expulsivo, a frequência ideal é de 5 contrações em 10 minutos, com a onda de propagação predominantemente descendente.

Contexto Educacional

A contratilidade uterina é um fenômeno fisiológico complexo e essencial durante o ciclo gravídico-puerperal, regulada por hormônios como ocitocina e prostaglandinas, e por mecanismos intrínsecos do miométrio. Compreender seus padrões é fundamental para o acompanhamento da gestação, trabalho de parto e puerpério, permitindo identificar desvios da normalidade e intervir adequadamente. Durante a gestação, a atividade uterina aumenta progressivamente, com as contrações de Braxton-Hicks tornando-se mais frequentes e intensas nas últimas semanas, mas sem causar dilatação cervical. No trabalho de parto, as contrações se tornam rítmicas, progressivas e eficazes, com uma frequência ideal de 3 a 5 contrações em 10 minutos no período ativo e expulsivo. A onda de propagação da contração é predominantemente descendente, do fundo uterino para o colo. Após o nascimento do feto, o útero não cessa suas contrações. As contrações puerperais são vitais para a involução uterina, o fechamento dos vasos sanguíneos no leito placentário e a prevenção de hemorragias pós-parto. O conhecimento detalhado desses aspectos é crucial para residentes de obstetrícia, tanto para a prática clínica quanto para as provas de título.

Perguntas Frequentes

Qual a característica das contrações de Braxton-Hicks nas últimas semanas de gestação?

Nas últimas semanas, as contrações de Braxton-Hicks tendem a se tornar mais frequentes e, por vezes, mais intensas, preparando o útero para o trabalho de parto, mas sem causar dilatação cervical significativa.

Qual a frequência ideal das contrações uterinas no período expulsivo?

No período expulsivo, a frequência das contrações uterinas atinge, em geral, cerca de 5 contrações em 10 minutos, com duração de 40 a 60 segundos e boa intensidade, para promover a expulsão fetal.

O útero cessa as contrações rítmicas após o nascimento do feto?

Não, o útero continua a produzir contrações rítmicas no pós-parto, conhecidas como 'pós-contrações' ou 'cólicas puerperais'. Elas são essenciais para a involução uterina e para a hemostasia no sítio placentário, prevenindo hemorragias.

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