Hospital do Açúcar - Maceió (AL) — Prova 2015
Qual das alternativas abaixo apresenta uma contraindicação para a realização de cirurgia por videolaparoscopia?
Problemas cardiovasculares graves → contraindicação relativa/absoluta para videolaparoscopia devido a efeitos do pneumoperitônio.
A insuflação de CO2 para criar o pneumoperitônio na videolaparoscopia aumenta a pressão intra-abdominal, o que pode comprometer o retorno venoso, a função cardíaca e a ventilação, sendo perigoso em pacientes com doença cardiovascular grave preexistente.
A cirurgia videolaparoscópica revolucionou diversas especialidades cirúrgicas, oferecendo benefícios como menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida e cicatrizes menores. No entanto, a técnica não é isenta de riscos e possui contraindicações específicas que devem ser cuidadosamente avaliadas no pré-operatório. A compreensão dessas contraindicações é crucial para a segurança do paciente e para a tomada de decisão clínica adequada. O pneumoperitônio, criado pela insuflação de dióxido de carbono na cavidade abdominal, é um pilar da videolaparoscopia. Contudo, ele induz alterações fisiológicas significativas, como aumento da pressão intra-abdominal, que pode levar à compressão da veia cava inferior, diminuição do retorno venoso e do débito cardíaco. A absorção de CO2 pode causar hipercapnia e acidose respiratória, com reflexos cardiovasculares importantes, como arritmias e aumento da pressão arterial. Pacientes com problemas cardiovasculares graves, como insuficiência cardíaca descompensada, infarto agudo do miocárdio recente, arritmias complexas não controladas ou hipertensão pulmonar severa, podem não tolerar essas alterações fisiológicas. Nesses casos, a videolaparoscopia pode aumentar significativamente o risco de complicações perioperatórias graves, tornando a cirurgia aberta uma alternativa mais segura ou exigindo otimização clínica rigorosa antes do procedimento.
Os riscos incluem arritmias, hipotensão, isquemia miocárdica e insuficiência cardíaca, principalmente devido ao aumento da pressão intra-abdominal e absorção de CO2.
O pneumoperitônio aumenta a pressão intratorácica, diminui o retorno venoso, eleva a resistência vascular sistêmica e pode causar hipercapnia, sobrecarregando o sistema cardiovascular.
Infarto agudo do miocárdio recente, arritmias graves não controladas, insuficiência cardíaca descompensada e hipertensão pulmonar severa são exemplos de contraindicações relativas ou absolutas.
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