Infecções Congênitas: Prevenção e Diagnóstico Chave

UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023

Enunciado

Em relação às infecções congênitas, é INCORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) A gestante que for soronegativa para rubéola durante a gestação deve ser vacinada imediatamente.
  2. B) Em relação à toxoplasmose, a maioria dos recém-nascidos não tem sinais clínicos evidentes. A tríade clássica de hidrocefalia, calcificações cerebrais e retinocoroidite é incomum.
  3. C) Em casos de gestantes com sífilis que não realizaram tratamento ou realizaram de forma inadequada, deve-se fazer exames complementares no recém-nascido, como teste não treponêmico, hemograma e líquor.
  4. D) O recém-nascido com infecção sintomática por citomegalovírus (CMV) pode apresentar microcefalia, malformações do sistema nervoso central e calcificações cranianas.
  5. E) Podem ocorrer em qualquer período da gestação, no entanto, são mais comuns no último trimestre devido à diminuição da função da barreira placentária.

Pérola Clínica

Vacina de rubéola (vírus vivo atenuado) é CONTRAINDICADA na gestação.

Resumo-Chave

Vacinas com vírus vivos atenuados, como a da rubéola, são contraindicadas durante a gestação devido ao risco teórico de infecção fetal. A vacinação deve ser feita antes da gestação ou no pós-parto imediato.

Contexto Educacional

As infecções congênitas representam um grupo de doenças transmitidas da mãe para o feto durante a gestação ou no parto, com potencial de causar graves sequelas. A prevenção é fundamental, e a triagem pré-natal é crucial para identificar gestantes em risco e iniciar intervenções precoces. A rubéola, por exemplo, é uma infecção prevenível por vacinação, mas a vacina de vírus vivo atenuado é contraindicada na gravidez, devendo ser administrada antes da concepção ou no puerpério. A fisiopatologia dessas infecções envolve a passagem transplacentária de agentes infecciosos, com o risco e a gravidade das sequelas variando conforme o agente, o período gestacional da infecção e a resposta imune fetal. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para minimizar os danos. A toxoplasmose, sífilis e citomegalovírus são exemplos clássicos, cada um com suas particularidades clínicas e diagnósticas no recém-nascido, como a tríade de Sabin na toxoplasmose ou as calcificações periventriculares no CMV. O manejo das infecções congênitas exige uma abordagem multidisciplinar, envolvendo obstetras, pediatras e especialistas em infectologia. O tratamento pode incluir antibioticoterapia, antivirais ou antiparasitários, dependendo do agente etiológico. O prognóstico varia amplamente, e o acompanhamento a longo prazo é fundamental para detectar e intervir em possíveis sequelas neurológicas, auditivas ou visuais, otimizando o desenvolvimento da criança.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais contraindicações vacinais na gestação?

Vacinas com vírus vivos atenuados, como rubéola, sarampo, caxumba e varicela, são contraindicadas na gestação devido ao risco teórico de infecção fetal. Vacinas inativadas são geralmente seguras.

Quais são as manifestações clínicas da toxoplasmose congênita?

A maioria dos recém-nascidos com toxoplasmose congênita é assintomática ao nascimento. A tríade clássica de Sabin (hidrocefalia, calcificações intracranianas e retinocoroidite) é uma apresentação grave e incomum.

Como é feito o diagnóstico de sífilis congênita no recém-nascido?

O diagnóstico envolve a avaliação do tratamento materno, exames não treponêmicos (VDRL/RPR) no RN, hemograma, líquor e radiografia de ossos longos, dependendo do risco e achados clínicos.

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