ENARE/ENAMED — Prova 2025
Uma lactente de 8 meses, com febre de 38,5 °C, coriza e tosse, foi levada ao posto de saúde para ser vacinada para influenza pela primeira vez. Considerando o estado dessa lactente, a equipe do posto de saúde deve:
Doença febril aguda moderada/grave → Adiar vacinação até a resolução da febre.
A presença de febre no momento da vacinação é uma contraindicação temporária para evitar que sintomas da doença de base sejam confundidos com reações vacinais.
A segurança na imunização é um pilar da pediatria. O médico deve saber distinguir falsas contraindicações (como uso de antibióticos, alergias leves ou doenças afebris) das contraindicações temporárias reais. A vacina da Influenza é fundamental para reduzir complicações respiratórias e hospitalizações em lactentes, mas a aplicação deve ocorrer em momento de estabilidade clínica para garantir a melhor vigilância de eventos adversos pós-vacinais.
Depende da gravidade. Sintomas leves como coriza, tosse leve ou obstrução nasal sem febre não são contraindicações para a vacinação. No entanto, se a criança apresentar febre (como o caso da lactente com 38,5 °C) ou estiver com o estado geral comprometido, a recomendação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e das sociedades de pediatria é aguardar a remissão do quadro febril. Isso é feito para garantir que possíveis eventos adversos da vacina não sejam confundidos com a evolução da doença atual e para não sobrecarregar o sistema imunológico durante um processo infeccioso agudo moderado.
Para crianças que estão recebendo a vacina de Influenza pela primeira vez na vida (primovacinação), o esquema consiste em duas doses, com um intervalo de 30 dias entre elas. A partir do segundo ano de vacinação, a criança passa a receber apenas uma dose anual. No caso da questão, a alternativa C menciona a dose de reforço após 1 mês, o que está correto tecnicamente sobre o esquema, mas a conduta imediata prioritária é o adiamento devido à febre atual.
Não existe um prazo fixo de '15 dias' ou 'um mês' após o desaparecimento dos sintomas para vacinas inativadas como a da Influenza. A orientação é vacinar assim que a criança estiver afebril e em franca melhora do estado geral. O objetivo é apenas ultrapassar a fase aguda da doença. Diferente de vacinas de vírus vivos atenuados após uso de corticoides ou imunoglobulinas, onde os prazos são rigorosos, para infecções comuns, a resolução da febre é o critério principal.
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