Vacinação em Lactentes: Corticoide e Vacinas de 1 Ano

HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024

Enunciado

Lactente de 12 meses, masculino esteve internado por crise de sibilância grave, tendo recebido beta 2 agonista de curta duração (salbutamol inalatório) e corticoide sistêmico (prednisolona 1mg/Kg/dia) por 3 dias. Teve alta há 1 semana e hoje está bem, assintomático. Faz uso de corticoide inalatório de baixa dose como tratamento de manutenção das crises de sibilância. Mãe traz a criança para receber as vacinas preconizadas para essa idade conforme o Programa Nacional de Imunizações. Sua Carteira de Vacinação está representada abaixo (“X” significa dose realizada; todas nas datas adequadas): Assinale a alternativa correta em relação às vacinas que esta criança deve receber na presente data:

Alternativas

  1. A) Não há contraindicação de receber nenhuma vacina, sendo indicadas tríplice viral, pneumo 10 valente e meningocócica C.
  2. B) A tríplice viral deve ser adiada, devendo receber apenas pneumo 10 valente e meningocócica C.
  3. C) Todas as vacinas devem ser adiadas por 30 dias pela internação e uso de corticoide sistêmico recentes.
  4. D) Não há contraindicação de receber nenhuma vacina, sendo indicadas tríplice viral, varicela, hepatite A, pneumo 10 valente e meningocócica C

Pérola Clínica

Uso de corticoide sistêmico por <14 dias ou em baixa dose não contraindica vacinas de vírus vivos atenuados. Lactente de 12 meses recebe Tríplice Viral, Pneumo 10 e Meningocócica C.

Resumo-Chave

O uso de corticoides sistêmicos por curtos períodos (menos de 14 dias) ou em doses baixas (prednisolona <2 mg/kg/dia ou <20 mg/dia para >10 kg) não contraindica a administração de vacinas de vírus vivos atenuados. O corticoide inalatório também não é contraindicação. Portanto, as vacinas de rotina para 12 meses podem ser aplicadas.

Contexto Educacional

A vacinação é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes, e o cumprimento do calendário vacinal é fundamental para a proteção individual e coletiva. Em lactentes de 12 meses, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) preconiza a administração de importantes vacinas que conferem proteção contra doenças infecciosas comuns na infância. As vacinas indicadas para lactentes de 12 meses incluem a Tríplice Viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola), que é uma vacina de vírus vivos atenuados, e os reforços da Pneumocócica 10-valente e da Meningocócica C, que são vacinas inativadas. É crucial que os profissionais de saúde estejam cientes das contraindicações e precauções para evitar o adiamento desnecessário de vacinas. No caso de uso de corticoides, a principal preocupação é com as vacinas de vírus vivos atenuados devido ao risco teórico de replicação viral exacerbada em pacientes imunossuprimidos. No entanto, a imunossupressão clinicamente significativa ocorre com doses elevadas (prednisolona ≥2 mg/kg/dia ou ≥20 mg/dia para crianças >10 kg) e por tempo prolongado (≥14 dias). O uso de corticoide sistêmico por curtos períodos (como 3 dias) ou em doses consideradas baixas, assim como o uso de corticoides inalatórios, não contraindica a vacinação, permitindo que o lactente receba as doses recomendadas sem atrasos.

Perguntas Frequentes

Quais vacinas são indicadas para um lactente de 12 meses de acordo com o PNI?

De acordo com o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil, aos 12 meses de idade, são indicadas as vacinas Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola), Pneumocócica 10-valente (reforço) e Meningocócica C (reforço).

O uso de corticoide sistêmico contraindica a aplicação de vacinas de vírus vivos atenuados?

O uso de corticoide sistêmico contraindica vacinas de vírus vivos atenuados apenas se for em doses elevadas (prednisolona ≥2 mg/kg/dia ou ≥20 mg/dia para >10 kg) por mais de 14 dias. Doses baixas ou uso por curtos períodos (como 3 dias no caso) não representam contraindicação.

Por que o corticoide inalatório não é uma contraindicação para vacinas?

O corticoide inalatório, mesmo em uso contínuo, age localmente nas vias aéreas e tem absorção sistêmica mínima. Portanto, não causa imunossupressão significativa que justifique o adiamento ou a contraindicação de vacinas, incluindo as de vírus vivos atenuados.

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