Vacinas: Contraindicações e Efeitos Adversos Comuns

SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2023

Enunciado

É lamentável que a queda de cobertura vacinal já é realidade no Brasil há alguns anos. Uma das várias explicações para esse fenômeno consiste na amplificação de divulgação de fake news e mitos sobre as vacinas. Sobre contraindicações e efeitos adversos das vacinas, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A vacina oral contra o rotavírus humano não deve ser contraindicada em bebês com refluxo gastroesofágico.
  2. B) Uso de corticoterapia com prednisolona, na dose de 1 mg/kg, por uma semana, por quadro de sibilância em criança com 1 ano de vida, indica postergação da vacina contra sarampo, caxumba e rubéola por, pelo menos, 3 meses
  3. C) A vacina contra o papilomavírus humano associa-se com o estímulo para a prática sexual não protegida entre adolescentes.
  4. D) Uso de antibioticoterapia para infecção de vias aéreas superiores contraindica uso de vacinas com componentes vivos.
  5. E) Febre alta, sonolência e choro incontrolável e persistente contraindicam doses posteriores da vacina tríplice bacteriana com células inteiras do componente pertussis.

Pérola Clínica

Refluxo gastroesofágico não contraindica vacina oral de rotavírus. Corticoides em baixa dose/curto prazo não contraindicam vacinas de vírus vivos.

Resumo-Chave

É crucial diferenciar contraindicações reais de falsas contraindicações para manter a cobertura vacinal. Doses imunossupressoras de corticoides (≥2mg/kg/dia ou ≥20mg/dia por >14 dias) contraindicam vacinas de vírus vivos, mas doses menores ou por curto período não. Reações graves à DTPw indicam troca para DTPa em doses futuras.

Contexto Educacional

A compreensão das contraindicações e efeitos adversos das vacinas é fundamental para a prática médica, especialmente em pediatria, onde a vacinação é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes. A disseminação de informações incorretas sobre vacinas tem contribuído para a queda da cobertura vacinal, tornando crucial que profissionais de saúde saibam orientar corretamente os pacientes e seus familiares, desmistificando mitos e reforçando a segurança e eficácia das vacinas. É importante ressaltar que as contraindicações reais são poucas e bem estabelecidas, enquanto muitas das preocupações populares são infundadas. O conhecimento detalhado sobre as diferentes vacinas, seus componentes e as condições que realmente impedem sua administração é essencial. Por exemplo, o refluxo gastroesofágico, uma condição comum em bebês, não afeta a eficácia ou segurança da vacina oral de rotavírus. Da mesma forma, o uso de antibióticos não interfere na resposta imune às vacinas. A distinção entre reações adversas leves e graves, e quando estas últimas implicam em modificações no esquema vacinal (como a troca de DTPw para DTPa), é um ponto chave para a segurança do paciente e a continuidade da imunização. Para residentes, dominar este tema significa não apenas saber o calendário vacinal, mas também ter a capacidade de avaliar cada caso individualmente, identificar falsas contraindicações e fornecer aconselhamento baseado em evidências. Isso contribui diretamente para a saúde pública, combatendo a hesitação vacinal e garantindo que o maior número possível de crianças e adultos esteja protegido contra doenças preveníveis por vacinação.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais contraindicações da vacina oral de rotavírus?

As principais contraindicações da vacina oral de rotavírus incluem histórico de intussuscepção, imunodeficiência combinada grave, malformações congênitas do trato gastrointestinal não corrigidas e hipersensibilidade a qualquer componente da vacina. Refluxo gastroesofágico não é uma contraindicação.

Quando o uso de corticoides contraindica vacinas de vírus vivos?

O uso de corticoides contraindica vacinas de vírus vivos quando a dose é imunossupressora (prednisolona ≥2mg/kg/dia ou ≥20mg/dia para adultos, por mais de 14 dias). Doses menores, em dias alternados ou por curto período (até 14 dias), geralmente não são contraindicação.

Quais reações adversas à vacina DTPw justificam a troca para DTPa em doses futuras?

Reações adversas graves à vacina DTPw que justificam a troca para DTPa incluem encefalopatia não atribuível a outra causa, febre alta (>40,5°C) nas 48h, colapso ou estado semelhante ao choque nas 48h, choro persistente e incontrolável por ≥3h nas 48h, e convulsões com ou sem febre nas 3 dias pós-vacinação.

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