Vacina Sarampo: Contraindicações Essenciais e Bloqueio

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2021

Enunciado

Sobre a vacina contra o sarampo, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Pessoas com história de reação anafilática em dose anterior da vacina contra o sarampo podem ser revacinadas.
  2. B) Pacientes imunocomprometidos primários ou secundariamente em uso de medicação imunossupressora, gestantes e crianças menores de 6 meses não devem receber a vacina.
  3. C) O bloqueio dos contactantes de um caso-índice pode ser feito em até 7 dias após.
  4. D) Adolescentes e adultos que não tenham certeza de seu estado vacinal não podem ser vacinados, pois eventuais doses adicionais apresentam maior risco.
  5. E) Indivíduos que foram submetidos a tratamento quimioterápico para neoplasias malignas só poderão receber a vacina depois de pelo menos 12 meses do fim do tratamento.

Pérola Clínica

Vacina sarampo (tríplice viral) é contraindicada para imunocomprometidos, gestantes e < 6 meses.

Resumo-Chave

A vacina contra o sarampo (componente da tríplice viral) é uma vacina de vírus vivo atenuado, por isso, é contraindicada em situações de imunossupressão, gestação e em lactentes muito jovens, devido ao risco de replicação viral e doença. O bloqueio vacinal pode ser feito em até 72h, não 7 dias.

Contexto Educacional

A vacina contra o sarampo, geralmente administrada como parte da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), é fundamental para a saúde pública, mas possui contraindicações importantes que devem ser rigorosamente observadas. Sua eficácia na prevenção da doença é alta, e a vacinação em massa é a principal estratégia para erradicação. O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, com potencial para complicações graves, especialmente em crianças pequenas e imunocomprometidos. A fisiopatologia da vacina de vírus vivo atenuado envolve a replicação viral em baixa escala, induzindo uma resposta imune protetora sem causar a doença. Por isso, em pacientes com sistema imune comprometido (seja por doença primária, HIV avançado, ou uso de imunossupressores), há risco de replicação descontrolada do vírus vacinal, levando a uma doença semelhante ao sarampo. Da mesma forma, em gestantes, há um risco teórico de transmissão vertical do vírus vacinal, embora não haja evidências claras de teratogenicidade. O diagnóstico do sarampo é clínico-epidemiológico, com confirmação laboratorial. O tratamento do sarampo é de suporte. A prevenção através da vacinação é a medida mais eficaz. É crucial que profissionais de saúde conheçam as contraindicações e o esquema vacinal, bem como as estratégias de bloqueio vacinal pós-exposição, que visam conter a disseminação da doença. O bloqueio com vacina deve ser feito em até 72 horas e, em situações específicas, imunoglobulina pode ser usada em até 6 dias para grupos de alto risco.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais contraindicações da vacina contra o sarampo?

A vacina contra o sarampo, por ser de vírus vivo atenuado, é contraindicada para gestantes, imunocomprometidos (primários ou secundários), e crianças menores de 6 meses.

Qual o prazo para o bloqueio vacinal em contactantes de sarampo?

O bloqueio vacinal com a vacina tríplice viral deve ser realizado em até 72 horas após o contato com um caso-índice de sarampo.

Pessoas com histórico de reação anafilática à vacina de sarampo podem ser revacinadas?

Não, a história de reação anafilática a uma dose anterior da vacina ou a algum de seus componentes é uma contraindicação absoluta para doses futuras.

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