USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2023
Lactente do sexo masculino de 4 meses e 10 dias é levado à Unidade Básica de Saúde para atualização da imunização. Recebeu somente as vacinas administradas na maternidade (BCG e Hepatite B). Nasceu de parto cesariano, com 35 semanas de idade gestacional, apresenta paralisia cerebral e sibilância recorrente desde o primeiro mês de vida. Hoje está no 5º dia de uso de amoxicilina, prednisolona e broncodiltador para tratamento de uma otite média aguda associada a broncoespasmo.Qual vacina não deverá ser administrada hoje?
Vacina Rotavírus: 1ª dose até 3m15d; 2ª dose até 7m29d. Fora da idade, NÃO administrar.
A vacina Rotavírus possui um esquema de idade restrito para a primeira e segunda doses. Se o lactente não recebeu a primeira dose e já ultrapassou 3 meses e 15 dias, a vacina não deve ser administrada, mesmo que ele esteja na idade para a segunda dose, pois a série não pode ser iniciada tardiamente. Além disso, o uso de corticoides (prednisolona) é uma contraindicação relativa para vacinas atenuadas, mas a idade é a contraindicação mais direta neste caso.
A imunização é um pilar fundamental da pediatria, e o conhecimento aprofundado do calendário vacinal e suas contraindicações é essencial para residentes. A vacina Rotavírus, que previne diarreias graves, possui particularidades importantes, como as rigorosas janelas de idade para sua administração. A primeira dose deve ser aplicada entre 6 semanas e 3 meses e 15 dias de vida, e a segunda dose até 7 meses e 29 dias. Ultrapassar esses limites aumenta o risco de eventos adversos, como a intussuscepção, e compromete a eficácia do esquema. Além da idade, outras contraindicações relevantes incluem imunodeficiências primárias ou secundárias (como o uso de corticoides em doses imunossupressoras), história de intussuscepção e doenças gastrointestinais crônicas. É vital avaliar o estado clínico do paciente, incluindo o uso de medicamentos que possam comprometer a resposta imune ou aumentar riscos. A sibilância recorrente e a paralisia cerebral, por si só, não são contraindicações, mas o contexto clínico geral e a medicação devem ser considerados. Para a prática clínica e provas de residência, é imprescindível dominar não apenas o calendário vacinal, mas também as contraindicações absolutas e relativas de cada vacina. A atenção aos detalhes, como a idade exata do paciente e o histórico de vacinação, é determinante para a tomada de decisão correta, garantindo a segurança e a proteção do lactente.
As principais contraindicações incluem história de intussuscepção, imunodeficiência combinada grave (SCID), reações anafiláticas a dose anterior ou componentes da vacina, e idade fora do esquema recomendado (1ª dose até 3m15d, 2ª dose até 7m29d).
O uso de corticoides em doses imunossupressoras é uma contraindicação para vacinas de vírus vivos atenuados (como Rotavírus, SCR, Varicela). A decisão deve considerar a dose, duração e tipo de corticoide, e a gravidade da imunossupressão.
A idade limite é crucial devido ao risco aumentado de intussuscepção se a vacina for administrada fora da janela recomendada. O PNI estabelece rigorosamente essas janelas para garantir a segurança e eficácia da vacinação.
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