Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2019
Durante atendimento em Unidade Básica de Saúde, foram admitidas três pessoas, as quais procuraram o serviço de saúde para receber a vacina contra a febre amarela. A primeira era uma gestante com catorze semanas de gestação, que recebera uma dose da vacina contra a febre amarela em 2007; a segunda era uma idosa de 66 anos de idade, em uso de imunobiológicos para o tratamento de artrite reumatoide; e a terceira era um paciente com diagnóstico de Aids, com exames recentes de carga viral do HIV indetectável e última dosagem de linfócitos T CD4 de 422 células por mm³ (24,6%). A respeito da conduta quanto à realização ou não da vacinação contra a febre amarela nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta.
Vacina FA é contraindicada em gestantes e imunossuprimidos (incluindo uso de imunobiológicos). Pacientes HIV com CD4 >350 podem ser vacinados.
A vacina contra febre amarela é de vírus vivo atenuado, portanto, possui contraindicações importantes. Gestantes e pacientes em uso de imunobiológicos (imunossuprimidos) não devem ser vacinados. Pacientes com HIV podem receber a vacina se a contagem de linfócitos T CD4 for superior a 350 células/mm³, indicando um bom estado imunológico.
A vacina contra febre amarela é uma vacina de vírus vivo atenuado, altamente eficaz na prevenção da doença. No entanto, por ser de vírus vivo, possui contraindicações importantes que devem ser rigorosamente observadas para evitar eventos adversos graves. A compreensão dessas contraindicações é crucial para a segurança do paciente e para a prática clínica. As principais contraindicações incluem gestantes, lactentes menores de 6 meses (e, em algumas situações, até 9 meses), imunossuprimidos (seja por doenças como HIV com CD4 < 350 células/mm³, neoplasias, transplantes, ou por uso de medicamentos como corticosteroides em altas doses, quimioterápicos e imunobiológicos). Idosos (>60 anos) devem ter a vacinação avaliada individualmente, considerando o risco-benefício, devido a um risco ligeiramente maior de eventos adversos graves. No caso de pacientes com HIV, a vacinação é permitida se a contagem de linfócitos T CD4 for superior a 350 células/mm³, indicando uma imunidade celular mais preservada. A dose de reforço da vacina de febre amarela não é mais universalmente recomendada pela OMS e pelo Ministério da Saúde para a maioria das pessoas que receberam uma dose única após os 5 anos de idade, pois uma única dose confere proteção por toda a vida. A avaliação individualizada do risco-benefício é a chave para a decisão de vacinar grupos especiais.
A vacina contra febre amarela é de vírus vivo atenuado e, por precaução, é contraindicada para gestantes devido ao risco teórico de transmissão vertical do vírus vacinal para o feto. A vacinação só é recomendada se o risco de infecção for muito alto e os benefícios superarem os riscos.
Pacientes com HIV podem ser vacinados contra febre amarela se apresentarem uma contagem de linfócitos T CD4 acima de 350 células/mm³. Abaixo desse valor, a vacina é contraindicada devido ao risco de doença viscerotrópica vacinal, uma vez que a imunidade está comprometida.
Pacientes em uso de imunobiológicos para artrite reumatoide são considerados imunossuprimidos. A vacina de febre amarela é de vírus vivo atenuado, e a imunossupressão aumenta o risco de replicação descontrolada do vírus vacinal, podendo levar a eventos adversos graves, como a doença viscerotrópica vacinal.
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