HDG - Hospital Dilson Godinho (MG) — Prova 2015
Qual das opções abaixo relacionadas representa uma situação de CONTRAINDICAÇÃO absoluta para o transplante renal?
Neoplasia maligna ativa ou com alto risco de recorrência = Contraindicação ABSOLUTA para transplante renal.
A presença de neoplasia maligna ativa ou com tempo de remissão insuficiente é uma contraindicação absoluta para o transplante renal devido ao risco de recorrência e progressão do câncer sob imunossupressão. O tempo de espera varia conforme o tipo e estágio do câncer.
O transplante renal é a melhor opção de tratamento para muitos pacientes com doença renal crônica terminal, oferecendo melhor qualidade de vida e sobrevida em comparação com a diálise. No entanto, existem critérios rigorosos para a seleção de candidatos, incluindo a avaliação de contraindicações absolutas e relativas, que visam garantir o sucesso do procedimento e a segurança do paciente a longo prazo. Uma das contraindicações absolutas mais importantes é a presença de neoplasia maligna ativa ou com alto risco de recorrência. O adenocarcinoma gástrico T3N0M0 operado há apenas um ano, por exemplo, representa um risco significativo de recorrência. A imunossupressão necessária após o transplante pode promover a proliferação de células cancerígenas residuais, levando à progressão da doença e comprometendo gravemente o prognóstico do paciente e a viabilidade do enxerto. Geralmente, é exigido um período de remissão livre de doença de 2 a 5 anos, dependendo do tipo e estágio do câncer, antes que o paciente possa ser considerado para transplante. Outras condições mencionadas, como sorologia positiva para citomegalovírus (CMV) ou HIV, e insuficiência coronariana, são frequentemente contraindicações relativas. Pacientes com CMV positivo podem ser transplantados com profilaxia antiviral adequada. Pacientes com HIV, se bem controlados com terapia antirretroviral e sem outras comorbidades graves, podem ser candidatos. A insuficiência coronariana pode exigir revascularização miocárdica pré-transplante para otimizar a condição cardiovascular do paciente, transformando-a de uma contraindicação relativa em uma condição manejável. A avaliação multidisciplinar e individualizada é crucial para cada caso.
O transplante requer imunossupressão, que pode acelerar a recorrência e a progressão de um câncer ativo ou recentemente tratado, comprometendo a sobrevida do paciente e do enxerto de forma significativa.
Não, com os avanços no tratamento antirretroviral, pacientes com HIV controlado, sem outras comorbidades graves e com boa adesão podem ser candidatos ao transplante renal, sendo uma contraindicação relativa e não absoluta.
O tempo de espera varia conforme o tipo e o estágio do câncer, geralmente de 2 a 5 anos de remissão completa para a maioria das neoplasias, mas pode ser menor para tumores de baixo risco e bom prognóstico.
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