INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Homem de 68 anos, em tratamento crônico irregular de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e fibrilação atrial, é admitido em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro de rebaixamento do nível de consciência e déficit neurológico do lado esquerdo, de predomínio braquiofacial. Segundo o acompanhante, o paciente tinha ido se deitar havia 90 minutos, sem qualquer sintoma antes de ser encontrado com o transtorno observado. Foi levado ao hospital, onde deu entrada 30 minutos após constatado o déficit focal. Ao exame físico, paciente com 9 pontos na escala de coma de Glasgow modificada, exibindo hemiparesia acentuada à esquerda, pressão arterial de 170 x 100 mmHg em ambos os membros superiores, com ritmo cardíaco irregular, frequência cardíaca média de 96 bpm. Não há outras alterações expressivas ao exame físico. Glicemia capilar de 285 mg/dL; demais exames laboratoriais não revelam anormalidades. A tomografia computadorizada de crânio sem contraste revela área de atenuação de densidade em cerca de 40% do território da artéria cerebral média direita, cujo laudo é obtido cerca de 3 horas após o último momento em que o paciente foi visto sem déficits. O médico da unidade explica ao acompanhante que, apesar dos potenciais benefícios da terapia trombolítica em pacientes com acidente vascular encefálico isquêmico, o paciente apresenta contraindicação em função de
AVC isquêmico → Trombólise intravenosa = Contraindicada se isquemia > 1/3 do território da artéria cerebral média na TC.
A terapia trombolítica intravenosa para AVC isquêmico possui contraindicações rigorosas. Uma delas é a presença de sinais precoces de isquemia em mais de um terço do território da artéria cerebral média na tomografia computadorizada de crânio sem contraste, devido ao alto risco de transformação hemorrágica.
A decisão de realizar a terapia trombolítica intravenosa em pacientes com acidente vascular encefálico isquêmico agudo é complexa e baseada em critérios rigorosos para maximizar os benefícios e minimizar os riscos. Embora o tempo seja um fator crítico, outras contraindicações absolutas devem ser cuidadosamente avaliadas, como a extensão da área isquêmica evidenciada na tomografia computadorizada de crânio sem contraste. A presença de sinais precoces de isquemia em mais de um terço do território da artéria cerebral média (ou outras grandes áreas) indica um tecido cerebral já infartado e, portanto, mais vulnerável à transformação hemorrágica após a reperfusão induzida pela trombólise. Nesses casos, o risco de sangramento intracraniano supera o potencial benefício da recanalização, tornando a trombólise contraindicada. A avaliação por imagem é fundamental para guiar a conduta terapêutica e garantir a segurança do paciente.
O principal risco é a transformação hemorrágica, que pode agravar significativamente o quadro neurológico e aumentar a mortalidade.
A extensão é avaliada pela presença de sinais precoces de isquemia, como hipoatenuação parenquimatosa, apagamento de sulcos corticais e perda da diferenciação córtico-subcortical. A escala ASPECTS é uma ferramenta utilizada.
A trombólise intravenosa com alteplase é geralmente indicada dentro de 4,5 horas do início dos sintomas, mas critérios adicionais como a imagem cerebral são cruciais.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo