Terapia Hormonal na Menopausa: Contraindicações e Riscos

HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025

Enunciado

Não se recomenda terapia hormonal da menopausa sistémica em mulheres:

Alternativas

  1. A) Com doença cardiovascular manifesta, histórico prévio de infarto agudo do miocárdio sendo indiferente acidente vascular cerebral.
  2. B) Com doença cardiovascular não manifesta, sem histórico prévio de infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral.
  3. C) Com doença cardiovascular manifesta, histórico prévio de infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral.
  4. D) Com doença cardiovascular manifesta, podendo ser tolerado histórico prévio de infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral.

Pérola Clínica

Doença cardiovascular manifesta (histórico de IAM ou AVC) = contraindicação absoluta para terapia hormonal sistêmica da menopausa.

Resumo-Chave

A terapia hormonal sistêmica (THS) aumenta o risco de eventos tromboembólicos. Em mulheres com doença cardiovascular aterosclerótica já estabelecida, o risco supera qualquer benefício no alívio dos sintomas vasomotores, tornando-se uma contraindicação formal.

Contexto Educacional

A Terapia Hormonal da Menopausa (THM) é o tratamento mais eficaz para os sintomas vasomotores (fogachos) e a atrofia urogenital. No entanto, sua prescrição exige uma avaliação cuidadosa do perfil de risco da paciente, especialmente o cardiovascular. Grandes estudos, como o Women's Health Initiative (WHI), demonstraram que a THM pode aumentar o risco de eventos tromboembólicos, como infarto agudo do miocárdio (IAM), acidente vascular cerebral (AVC) e tromboembolismo venoso (TEV). O risco associado à THM é particularmente pronunciado em mulheres com doença cardiovascular (DCV) aterosclerótica já estabelecida. A presença de histórico prévio de IAM ou AVC constitui uma contraindicação absoluta para o uso de THM sistêmica. O mecanismo envolve os efeitos pró-coagulantes do estrogênio oral, que podem desestabilizar placas ateroscleróticas vulneráveis e promover a trombose. Portanto, a avaliação inicial deve incluir uma anamnese detalhada sobre histórico pessoal e familiar de DCV e trombose. O conceito de 'janela de oportunidade' é fundamental para a prática clínica. Ele preconiza que o início da THM em mulheres mais jovens (abaixo de 60 anos) e com menos de 10 anos de menopausa apresenta uma relação risco-benefício favorável, desde que não haja contraindicações. Para essas pacientes, a THM é segura e eficaz. Contudo, a terapia nunca deve ser iniciada ou mantida com o propósito de prevenção cardiovascular primária ou secundária.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais contraindicações absolutas para a THM sistêmica?

As contraindicações absolutas incluem histórico de câncer de mama ou endométrio, sangramento vaginal de causa desconhecida, doença hepática grave, e histórico pessoal de eventos tromboembólicos (TEV, IAM ou AVC).

Por que a THM aumenta o risco de eventos cardiovasculares em pacientes de alto risco?

O componente estrogênico da THM tem efeitos pró-trombóticos, aumentando a síntese de fatores de coagulação no fígado. Em pacientes com placas ateroscleróticas pré-existentes, isso pode precipitar a formação de trombos e eventos isquêmicos.

O que é a 'janela de oportunidade' para iniciar a THM?

Refere-se ao período ideal para iniciar a THM, geralmente nos primeiros 10 anos após a menopausa ou antes dos 60 anos. Nessa fase, em mulheres sem contraindicações, os benefícios no controle dos sintomas superam os riscos cardiovasculares.

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