CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2023
Paciente de 49 anos de idade, refere fogachos diários que iniciaram há 1 ano. Nega outras queixas. A data da última menstruação foi há 9 meses. Apresenta de antecedentes mórbidos pessoais porfiria e hipertensão arterial sistêmica controlados. Mamografia recente com laudo BIRADS 1, colpocitologia oncótica negativa para malignidade e ultrassonografia transvaginal sem alterações patológicas. Quanto a terapia de reposição hormonal para esta paciente a conduta mais adequada é:
Porfiria é contraindicação absoluta para terapia hormonal, pois estrogênios podem precipitar crises agudas.
A porfiria é uma contraindicação absoluta para a terapia de reposição hormonal, pois os estrogênios podem induzir ou agravar as crises agudas da doença. Embora a hipertensão arterial controlada não seja uma contraindicação absoluta para a TH, a porfiria prevalece como fator impeditivo.
A terapia de reposição hormonal (TRH) no climatério é uma opção eficaz para o manejo de sintomas vasomotores e atrofia urogenital, mas sua indicação deve ser cuidadosamente avaliada, considerando os riscos e benefícios individuais. É fundamental conhecer as contraindicações absolutas e relativas para garantir a segurança da paciente e evitar complicações graves. A porfiria é uma contraindicação absoluta para a TRH. As porfirias são um grupo de doenças metabólicas raras caracterizadas por deficiências enzimáticas na via de biossíntese do heme, levando ao acúmulo de precursores porfirínicos. Certos medicamentos, incluindo estrogênios, podem precipitar crises agudas de porfiria, que se manifestam com sintomas neurológicos, psiquiátricos e abdominais graves, potencialmente fatais. Outras contraindicações absolutas incluem câncer de mama ou endométrio, sangramento vaginal não diagnosticado, doença tromboembólica ativa, doença hepática grave e histórico de eventos cardiovasculares recentes. A hipertensão arterial controlada, embora exija cautela e monitoramento, não é uma contraindicação absoluta, e a via transdérmica de estrogênio pode ser uma opção mais segura nesses casos. A escolha da terapia deve sempre ser individualizada e baseada em uma avaliação completa da paciente.
As contraindicações absolutas incluem câncer de mama, câncer de endométrio, sangramento vaginal não diagnosticado, doença tromboembólica ativa, doença hepática grave, porfiria e histórico de AVC ou infarto recente.
Os estrogênios, especialmente os sintéticos, podem induzir a atividade da enzima ALA sintase, que é a enzima limitante da via de síntese do heme, precipitando ou agravando crises agudas de porfiria.
A hipertensão arterial controlada geralmente não é uma contraindicação absoluta para a terapia hormonal, mas exige monitoramento rigoroso. A via transdérmica de estrogênio pode ser preferível nestes casos devido ao menor impacto metabólico.
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