UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
São consideradas contraindicações relativas dos transplantes hepáticos:
HIV+ e alcoolismo ativo são contraindicações relativas ao transplante hepático, exigindo avaliação individualizada.
As contraindicações relativas ao transplante hepático exigem uma análise cuidadosa do risco-benefício para cada paciente. Condições como sorologia positiva para HIV e alcoolismo ativo, embora antes absolutas, hoje são consideradas relativas devido aos avanços terapêuticos e protocolos de manejo.
O transplante hepático é um procedimento complexo que oferece uma nova chance de vida para pacientes com doença hepática terminal. A seleção rigorosa dos candidatos é crucial para o sucesso a longo prazo, e a compreensão das contraindicações é fundamental. As contraindicações são classificadas em absolutas e relativas, sendo as relativas aquelas que podem ser superadas ou gerenciadas com intervenções específicas. Historicamente, condições como sorologia positiva para HIV e alcoolismo ativo eram consideradas contraindicações absolutas. No entanto, com os avanços na medicina, especialmente na terapia antirretroviral para HIV e nos programas de reabilitação para alcoolismo, essas condições passaram a ser avaliadas individualmente. Pacientes com HIV, por exemplo, podem ser transplantados se tiverem carga viral indetectável, boa contagem de CD4 e adesão ao tratamento. Da mesma forma, pacientes com doença hepática alcoólica podem ser considerados após um período de abstinência comprovada e avaliação psicossocial. A avaliação pré-transplante é multidisciplinar e visa identificar e otimizar todas as condições do paciente para garantir o melhor resultado possível. Outras contraindicações relativas incluem obesidade mórbida (pelo risco cirúrgico e metabólico), desnutrição grave (pelo impacto na recuperação), e idade avançada (devido a comorbidades e menor reserva fisiológica), todas exigindo manejo pré-operatório para minimizar riscos.
As contraindicações absolutas incluem doença cardíaca ou pulmonar grave e irreversível, sepse não controlada, doença maligna extra-hepática com metástases e não adesão ao tratamento.
Pacientes com alcoolismo ativo geralmente requerem um período de abstinência comprovada (tipicamente 6 meses) e avaliação psicossocial rigorosa antes de serem considerados para transplante.
Não, com o avanço da terapia antirretroviral, o HIV é agora uma contraindicação relativa, exigindo que o paciente tenha carga viral indetectável e boa adesão ao tratamento.
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