HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2021
De acordo com os critérios de elegibilidade da Organização Mundial de Saúde (OMS), são contraindicações absolutas (nível 4) ao uso de pílula anticoncepcional oral combinada, EXCETO:
Diabetes mellitus sem complicações vasculares não é contraindicação absoluta para PAOC (OMS Nível 3).
O Diabetes Mellitus insulino-dependente, na ausência de complicações vasculares (nefropatia, retinopatia, neuropatia, vasculopatia), é uma contraindicação de nível 3 (desvantagens geralmente superam os benefícios) para PAOC, mas não uma contraindicação absoluta (nível 4). As outras opções listadas são contraindicações absolutas.
As pílulas anticoncepcionais orais combinadas (PAOC) são um método contraceptivo amplamente utilizado, mas possuem contraindicações importantes que devem ser rigorosamente avaliadas para garantir a segurança da paciente. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece critérios de elegibilidade médica para o uso de métodos contraceptivos, classificando as condições em quatro níveis de restrição, sendo o Nível 4 uma contraindicação absoluta. É fundamental que os profissionais de saúde conheçam essas contraindicações para evitar complicações graves, como eventos tromboembólicos. Condições como hipertensão arterial grave (pressão sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 100 mmHg), tabagismo em mulheres com 35 anos ou mais (≥ 15 cigarros/dia), câncer de mama atual e diabetes mellitus com complicações vasculares (nefropatia, retinopatia, neuropatia ou outras vasculopatias) são consideradas contraindicações absolutas (Nível 4) para o uso de PAOC devido ao risco significativamente aumentado de eventos adversos. No entanto, é crucial diferenciar o diabetes mellitus sem complicações vasculares. Embora o diabetes insulino-dependente ou não insulino-dependente sem complicações vasculares seja classificado como Nível 3 pela OMS (riscos geralmente superam os benefícios, mas não é uma contraindicação absoluta), ele não atinge o Nível 4. Nesses casos, outros métodos contraceptivos são geralmente preferíveis, mas a decisão deve ser individualizada, considerando os riscos e benefícios para a paciente. A avaliação cuidadosa do histórico médico e dos fatores de risco é essencial antes da prescrição de PAOC.
As contraindicações absolutas incluem histórico de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, doença cardíaca isquêmica, acidente vascular cerebral, câncer de mama atual, hipertensão grave (≥160/100 mmHg), diabetes com complicações vasculares, enxaqueca com aura, hepatopatia grave e tabagismo em mulheres ≥35 anos (≥15 cigarros/dia).
A OMS utiliza uma classificação de 4 níveis: Nível 1 (sem restrição), Nível 2 (benefícios geralmente superam riscos), Nível 3 (riscos geralmente superam benefícios) e Nível 4 (contraindicação absoluta). Essa classificação auxilia na tomada de decisão clínica baseada em evidências.
Embora o diabetes mellitus possa aumentar o risco cardiovascular, o uso de PAOC em pacientes diabéticas sem complicações vasculares (nefropatia, retinopatia, neuropatia, vasculopatia) é considerado Nível 3 pela OMS, o que significa que os riscos geralmente superam os benefícios, mas não é uma contraindicação absoluta. Nesses casos, outros métodos contraceptivos são preferíveis, mas a decisão deve ser individualizada.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo