UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
A oxigenoterapia hiperbárica é uma terapia complementar usada no manejo de feridas hipóxicas e, assim como a maioria dos tratamentos usados na prática médica, possui complicações e contraindicações, como
Oxigenoterapia hiperbárica → contraindicada em pneumotórax não tratado e uso de bleomicina.
A oxigenoterapia hiperbárica (OHB) é uma terapia complementar eficaz para feridas hipóxicas, mas possui contraindicações importantes. Pneumotórax não tratado é uma contraindicação absoluta devido ao risco de barotrauma grave. O uso de bleomicina é uma contraindicação relativa/absoluta devido ao risco de toxicidade pulmonar induzida por oxigênio.
A oxigenoterapia hiperbárica (OHB) é uma modalidade terapêutica que envolve a inalação de oxigênio a 100% sob pressão atmosférica elevada, geralmente em uma câmara hiperbárica. É utilizada em diversas condições, como doença descompressiva, embolia gasosa, intoxicação por monóxido de carbono, infecções necrotizantes de tecidos moles e cicatrização de feridas hipóxicas. No entanto, como qualquer tratamento potente, a OHB possui complicações e contraindicações que devem ser rigorosamente avaliadas. Uma das contraindicações absolutas mais importantes é a presença de pneumotórax não tratado. A variação de pressão dentro da câmara hiperbárica pode causar a expansão do ar no espaço pleural, levando a um pneumotórax hipertensivo, uma emergência médica grave. Outra contraindicação relevante é o uso concomitante de certos medicamentos. A bleomicina, um agente quimioterápico, é notória por sua toxicidade pulmonar, e a exposição ao oxigênio hiperbárico pode agravar significativamente essa condição, resultando em fibrose pulmonar. Outras contraindicações incluem o uso de doxorrubicina (pelo risco de cardiotoxicidade), dissulfiram (pelo risco de toxicidade por oxigênio), e miopia transitória como efeito colateral. É fundamental que a equipe médica avalie cuidadosamente o risco-benefício da OHB para cada paciente, garantindo a segurança e a eficácia do tratamento.
A principal contraindicação absoluta é o pneumotórax não tratado, devido ao risco de barotrauma pulmonar grave e pneumotórax hipertensivo durante a compressão ou descompressão na câmara hiperbárica.
A bleomicina é um quimioterápico que pode causar toxicidade pulmonar, incluindo fibrose. A exposição a altas concentrações de oxigênio sob pressão pode exacerbar essa toxicidade, levando a danos pulmonares graves e irreversíveis.
Complicações comuns incluem barotrauma de ouvido médio e seios paranasais, miopia transitória, claustrofobia e, mais raramente, toxicidade do sistema nervoso central (convulsões) ou pulmonar pelo oxigênio.
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