Nutrição Enteral: Quando Evitar e Sinais de Intolerância

HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020

Enunciado

O início da nutrição enteral é evitado na seguinte situação clínica:

Alternativas

  1. A) Paciente em pós-operatório de apendicite aguda com peritonite difusa.
  2. B) Paciente em pré-operatório de adenocarcinoma gástrico de antro.
  3. C) Pós-operatório de colectomia à Hartmann por tumor perfurado de sigmoide.
  4. D) Terceiro dia de pós-operatório com distensão abdominal e resíduo gástrico maior que 600 mL por dia.
  5. E) Paciente com pancreatite aguda grave sem aminas.

Pérola Clínica

Distensão abdominal + resíduo gástrico > 500 mL/dia → Contraindicação relativa à nutrição enteral.

Resumo-Chave

Resíduo gástrico elevado (>500 mL/dia ou >250 mL em 6h) e distensão abdominal são sinais de intolerância gastrointestinal ou íleo paralítico, indicando que a nutrição enteral deve ser evitada ou suspensa para prevenir complicações como aspiração e isquemia intestinal.

Contexto Educacional

A nutrição enteral é uma forma eficaz e preferencial de suporte nutricional para pacientes que não conseguem atingir suas necessidades calórico-proteicas por via oral, mas que possuem um trato gastrointestinal funcional. É amplamente utilizada em diversas situações clínicas, desde o pós-operatório até doenças crônicas, visando prevenir a desnutrição e melhorar os desfechos clínicos. No entanto, sua indicação e início devem ser cuidadosamente avaliados. Embora a nutrição enteral precoce seja benéfica em muitas condições, existem situações em que ela é contraindicada ou deve ser evitada devido ao risco de complicações. As contraindicações incluem obstrução intestinal completa, íleo paralítico grave, isquemia intestinal, choque não compensado, fístulas de alto débito e hemorragia gastrointestinal ativa. A presença de distensão abdominal significativa e resíduo gástrico elevado (geralmente acima de 500 mL em 24 horas ou 250 mL em 6 horas) são sinais de intolerância e indicam a necessidade de suspender ou ajustar a dieta. O monitoramento da tolerância à nutrição enteral é fundamental. Sinais como náuseas, vômitos, distensão abdominal, dor e resíduo gástrico elevado devem ser prontamente identificados. Em casos de intolerância, pode ser necessário reduzir a taxa de infusão, mudar o tipo de dieta, usar agentes procinéticos ou, em último caso, considerar a nutrição parenteral. A decisão de iniciar ou manter a nutrição enteral deve sempre ponderar os benefícios contra os riscos potenciais para o paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais contraindicações absolutas da nutrição enteral?

As contraindicações absolutas incluem obstrução intestinal completa, íleo paralítico grave, fístulas de alto débito, isquemia intestinal, choque não compensado e hemorragia gastrointestinal ativa.

O que significa um resíduo gástrico elevado e qual sua implicação na nutrição enteral?

Resíduo gástrico elevado (geralmente >500 mL/dia ou >250 mL em 6h) indica retardo no esvaziamento gástrico e intolerância à dieta. Sua presença sugere a necessidade de pausar ou reduzir a infusão da nutrição enteral para evitar aspiração e distensão.

Em quais situações pós-operatórias a nutrição enteral é geralmente bem tolerada?

A nutrição enteral precoce é geralmente bem tolerada e benéfica em muitos pós-operatórios, como apendicectomia, colectomia por tumor não perfurado e pancreatite aguda grave (se o paciente estiver estável e sem íleo).

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