UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
Considerando-se os métodos abaixo, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª, indicando respectivamente os que apresentam contraindicação absoluta ou relativa para as situações descritas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:(1) Diafragma.(2) Endoceptivo de levonorgestrel.(3) Pílula de progestogênio, mini-pílula.(4) DIU de cobre.(5) Contracepção hormonal combinada.(_) Paciente entre 25-30 anos, parto normal há 4 meses, amamentando exclusivamente. (_) Paciente jovem sem parceiro fixo com história prévia de gestação ectópica. (_) Paciente com 40 anos, vida sexual ativa, fumante desde os 20 anos, média de 1 carteira e meia por dia. (_) Paciente com retocistocele grauII. (_) Paciente com 45 anos, saudável, dor em cólica importante durante o período menstrual e queixas de fluxo intenso.
CHC contraindicado em amamentação exclusiva e fumantes >35 anos; DIU cobre piora cólica/fluxo; Diafragma contraindicado em prolapso.
A escolha do método contraceptivo deve considerar as condições clínicas da paciente e as contraindicações específicas de cada método. Contraceptivos hormonais combinados (CHC) têm mais contraindicações cardiovasculares e são restritos na amamentação. DIUs e métodos de progestagênio puro são mais seguros para muitas dessas condições, mas têm suas próprias particularidades.
A escolha do método contraceptivo ideal é uma decisão complexa que deve ser individualizada, considerando o perfil da paciente, seus desejos, condições de saúde e as contraindicações específicas de cada método. É crucial para o médico residente dominar os Critérios de Elegibilidade Médica da OMS (MEC) para garantir a segurança e eficácia da contracepção. Os métodos variam desde barreiras físicas até hormonais, com diferentes mecanismos de ação e perfis de segurança. Os contraceptivos hormonais combinados (CHC) são eficazes, mas possuem mais contraindicações, como tabagismo em mulheres com mais de 35 anos, história de trombose venosa profunda, enxaqueca com aura e amamentação exclusiva. Nesses casos, métodos de progestagênio puro (mini-pílula, DIU de levonorgestrel) ou não hormonais (DIU de cobre, diafragma) são alternativas mais seguras. O DIU de levonorgestrel, por exemplo, é uma excelente opção para mulheres com menorragia ou dismenorreia, pois reduz o sangramento e as cólicas. Por outro lado, o DIU de cobre, embora altamente eficaz e sem hormônios, pode aumentar o fluxo e as cólicas menstruais, sendo menos indicado para pacientes que já sofrem desses sintomas. Métodos de barreira como o diafragma exigem adaptação e podem ser contraindicados em casos de prolapso de órgãos pélvicos, que podem comprometer sua correta inserção e posicionamento. A história de gravidez ectópica, embora não seja uma contraindicação absoluta para DIU, exige aconselhamento cuidadoso devido ao risco aumentado de ectópica se a gravidez ocorrer com o dispositivo in situ.
Contraceptivos hormonais combinados (CHC) são geralmente contraindicados durante a amamentação exclusiva, especialmente nos primeiros 6 meses pós-parto, devido ao impacto na produção de leite e à exposição estrogênica ao lactente. Métodos de progestagênio puro (mini-pílula, DIU de levonorgestrel) e não hormonais são preferíveis.
O tabagismo, especialmente em mulheres com 35 anos ou mais e que fumam 15 ou mais cigarros por dia, aumenta significativamente o risco de eventos cardiovasculares graves (infarto do miocárdio, AVC) quando associado ao uso de contraceptivos hormonais combinados devido ao estrogênio.
O DIU de cobre pode não ser a melhor opção para pacientes com menorragia (fluxo menstrual intenso) ou dismenorreia (cólicas menstruais fortes), pois pode agravar esses sintomas. Nesses casos, o DIU medicado com levonorgestrel seria uma alternativa mais adequada, pois tende a reduzir o sangramento e as cólicas.
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