SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021
Marque a alternativa CORRETA sobre as contraindicações absolutas na cirurgia videolaparoscópica:
Contraindicações absolutas laparoscopia = Coagulopatia grave + Insuficiência cardiopulmonar grave.
A cirurgia videolaparoscópica, embora minimamente invasiva, envolve a criação de pneumoperitônio com CO2, que aumenta a pressão intra-abdominal e pode comprometer a função cardiopulmonar. Pacientes com coagulopatia grave têm alto risco de sangramento incontrolável, e aqueles com insuficiência cardiopulmonar grave podem não tolerar as alterações hemodinâmicas e respiratórias induzidas pelo pneumoperitônio.
A cirurgia videolaparoscópica revolucionou a prática cirúrgica, oferecendo benefícios como menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida e cicatrizes menores. No entanto, ela não é isenta de riscos e possui contraindicações específicas, algumas das quais são absolutas e devem ser rigorosamente respeitadas para a segurança do paciente. As contraindicações absolutas referem-se a condições que tornam o procedimento proibitivo devido ao risco de morbidade ou mortalidade inaceitável. Duas das contraindicações absolutas mais importantes são a coagulopatia grave não corrigível e a insuficiência cardiopulmonar grave. A coagulopatia grave eleva drasticamente o risco de hemorragia incontrolável, tanto no acesso inicial quanto durante a dissecção, o que pode ser catastrófico em um campo cirúrgico limitado pela visão laparoscópica. A insuficiência cardiopulmonar grave, por sua vez, impede que o paciente tolere as alterações fisiológicas induzidas pelo pneumoperitônio, como o aumento da pressão intra-abdominal, a absorção de CO2 e as alterações hemodinâmicas e ventilatórias. É fundamental que o cirurgião avalie cuidadosamente o paciente, considerando seu estado clínico geral, comorbidades e a natureza da patologia a ser tratada. Embora muitas contraindicações relativas possam ser contornadas com experiência e técnica, as absolutas representam um limite de segurança que não deve ser transposto. A decisão de realizar uma cirurgia laparoscópica deve sempre ponderar os benefícios potenciais contra os riscos inerentes ao procedimento e às condições do paciente.
A coagulopatia grave aumenta significativamente o risco de sangramento incontrolável durante a dissecção e a punção dos trocateres, que pode ser difícil de controlar em um ambiente minimamente invasivo.
O pneumoperitônio aumenta a pressão intra-abdominal, elevando a pressão intratorácica, diminuindo o retorno venoso, aumentando a pós-carga e comprometendo a ventilação pulmonar, o que pode descompensar pacientes com reserva cardiopulmonar limitada.
Contraindicações relativas incluem múltiplas cirurgias abdominais prévias com aderências extensas, peritonite difusa, obesidade mórbida, gravidez avançada e grandes massas abdominais, que podem dificultar o acesso e aumentar o risco.
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