HCanMT - Hospital de Câncer de Mato Grosso — Prova 2015
São contra-indicações da indução de trabalho de parto, exceto:
Indução do parto: Apresentação pélvica NÃO é contraindicação absoluta, mas gestação múltipla, histerotomia anterior e HIV com carga viral alta SÃO.
A apresentação pélvica não é uma contraindicação absoluta à indução do trabalho de parto, embora o parto vaginal em apresentação pélvica seja de alto risco e geralmente contraindicado para primíparas. Outras condições como histerotomia anterior (risco de rotura uterina) e HIV com carga viral elevada (risco de transmissão vertical) são contraindicações mais claras.
A indução do trabalho de parto é um procedimento comum na obstetrícia, indicado quando os benefícios do parto superam os riscos de continuar a gestação. É crucial que o médico residente conheça as indicações e, principalmente, as contraindicações para garantir a segurança materno-fetal. As contraindicações podem ser absolutas ou relativas, e a decisão deve ser individualizada, considerando o risco-benefício. A fisiopatologia das contraindicações geralmente envolve o risco de complicações graves, como rotura uterina (em casos de histerotomia anterior ou cirurgias uterinas prévias), sofrimento fetal (em apresentações anômalas ou condições que comprometem a oxigenação fetal) ou transmissão de infecções (como HIV com carga viral alta ou herpes genital ativo). O diagnóstico das condições que contraindicam a indução é feito por meio de anamnese detalhada, exame físico e exames complementares, como ultrassonografia obstétrica. O manejo de uma gestação com contraindicação à indução geralmente envolve o planejamento de uma cesariana eletiva. É fundamental que o residente compreenda a importância de identificar essas situações precocemente para evitar desfechos adversos. A correta avaliação das contraindicações é um pilar da boa prática obstétrica e um tema recorrente em provas de residência.
As contraindicações absolutas incluem placenta prévia total, vasa prévia, prolapso de cordão umbilical, apresentações anômalas (exceto pélvica em alguns casos selecionados), histerotomia anterior com alto risco de rotura e herpes genital ativo.
A histerotomia anterior aumenta significativamente o risco de rotura uterina durante o trabalho de parto, especialmente com o uso de ocitocina ou prostaglandinas, que intensificam as contrações uterinas.
Não necessariamente. Embora o parto vaginal pélvico seja de alto risco e muitas vezes contraindicado, a indução pode ser considerada em casos muito selecionados, com acompanhamento rigoroso e equipe experiente, mas geralmente a cesariana é preferida.
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