CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2020
Assinale a contraindicação absoluta no doador de órgão com estabilidade hemodinâmica para a continuidade da doação.
Glioblastoma multiforme (tumor SNC) → contraindicação absoluta para doação de órgãos.
Glioblastoma multiforme, um tumor maligno primário do sistema nervoso central, é uma contraindicação absoluta para a doação de órgãos. Isso se deve ao risco de metástase para os órgãos transplantados, mesmo que o tumor esteja restrito ao SNC, devido à possibilidade de disseminação via líquor ou vasos sanguíneos.
A doação de órgãos é um processo complexo que envolve uma rigorosa avaliação do doador para garantir a segurança e o sucesso do transplante para o receptor. Existem critérios de inclusão e exclusão, sendo as contraindicações absolutas aquelas condições que impedem a doação de qualquer órgão devido ao risco inaceitável de transmissão de doenças ou falha do transplante. O glioblastoma multiforme é um tumor primário maligno do sistema nervoso central (SNC) de alto grau. Embora classicamente os tumores do SNC fossem considerados de baixo risco de metástase sistêmica, estudos e casos clínicos demonstraram que tumores malignos do SNC, como o glioblastoma, podem ter disseminação para órgãos periféricos, seja por via hematogênica, linfática ou através do líquor. A transmissão de células tumorais para o receptor de um órgão transplantado é uma complicação grave e, por isso, o glioblastoma multiforme é uma contraindicação absoluta para a doação de órgãos. Outras condições como infecção ativa podem ser contraindicações relativas ou absolutas dependendo do tipo e controle da infecção, e a idade maior que 55 anos não é uma contraindicação absoluta, sendo a avaliação da função orgânica mais relevante. O carcinoma basocelular, por ser um tumor de pele de baixo grau e com raríssima capacidade de metástase, geralmente não contraindica a doação de órgãos.
O glioblastoma multiforme é um tumor altamente agressivo do sistema nervoso central com alto risco de disseminação, mesmo que microscópica, para outros órgãos via líquor ou corrente sanguínea, podendo transmitir a doença para o receptor do transplante.
Outras contraindicações absolutas incluem infecções sistêmicas não controladas (como HIV positivo com carga viral detectável, hepatites B e C ativas em alguns contextos), doenças malignas sistêmicas com metástases, e doenças neurológicas degenerativas de causa desconhecida.
Não, a idade avançada não é uma contraindicação absoluta por si só. A decisão de doar órgãos de doadores mais velhos é baseada na avaliação individual da função e condição dos órgãos, considerando a qualidade e o risco-benefício para o receptor.
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