HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2020
Mulher, 29 anos, consulta porque deseja usar dispositivo intrauterino (DIU) de cobre como método contraceptivo. É nuligesta, relata ciclos menstruais regulares e conização por neoplasia intraepitelial cervical de alto grau (NIC II) há 10 meses. Está em tratamento para infecção pelo HIV há 6 anos. Traz ecografia transvaginal que evidencia um leiomioma distorcendo a cavidade uterina. O médico contraindicou o uso do DIU de cobre. Em relação ao caso, qual foi o motivo da contraindicação?
DIU de cobre: Leiomioma que distorce cavidade uterina é contraindicação absoluta devido a risco de falha/complicações.
A presença de um leiomioma que distorce a cavidade uterina é uma contraindicação absoluta para o uso de DIU de cobre. Essa distorção impede o posicionamento adequado do dispositivo, comprometendo sua eficácia contraceptiva e aumentando os riscos de expulsão, perfuração ou sangramento irregular.
O dispositivo intrauterino (DIU) de cobre é um método contraceptivo de longa duração, altamente eficaz e reversível, amplamente utilizado. No entanto, sua indicação requer uma avaliação cuidadosa das contraindicações, que são guiadas pelos Critérios de Elegibilidade para Uso de Contraceptivos (CEU) da Organização Mundial da Saúde (OMS). É crucial que os profissionais de saúde identifiquem corretamente as condições que impedem ou limitam o uso do DIU para garantir a segurança e eficácia do método. A principal contraindicação para o DIU de cobre, neste caso, é a presença de um leiomioma que distorce a cavidade uterina. Leiomiomas submucosos ou intramurais que alteram a anatomia interna do útero podem impedir a correta inserção e o posicionamento adequado do DIU, comprometendo sua ação contraceptiva e aumentando o risco de complicações como expulsão, perfuração uterina e sangramento uterino anormal. A eficácia do DIU depende de seu contato íntimo com o endométrio. Outras condições mencionadas na questão, como a nuliparidade, a infecção por HIV (em pacientes estáveis e tratadas) e a história de conização por NIC II, não são contraindicações para o DIU de cobre. A nuliparidade não impede a inserção, embora possa ser tecnicamente mais desafiadora. Pacientes com HIV podem usar o DIU com segurança, desde que não apresentem infecções pélvicas ativas. A conização prévia, se cicatrizada, também não é um impedimento. A correta compreensão dessas nuances é vital para um aconselhamento contraceptivo adequado e para a segurança da paciente.
Um leiomioma que distorce a cavidade uterina impede o posicionamento correto do DIU, o que pode levar à diminuição da eficácia contraceptiva, aumento do risco de expulsão, perfuração uterina e sangramento irregular.
Não, a nuliparidade (nunca ter tido filhos) não é uma contraindicação para o uso do DIU de cobre. Ele pode ser inserido com segurança em mulheres nulíparas, embora a inserção possa ser um pouco mais desafiadora.
Sim, a infecção por HIV não é uma contraindicação para o uso do DIU de cobre, desde que a paciente esteja clinicamente estável, em tratamento antirretroviral e sem infecções pélvicas ativas.
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