HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2025
Para qual das seguintes condições a digoxina é contraindicada?
Digoxina é contraindicada em taquicardia ventricular devido ao risco de proarritmia.
A digoxina é um inotrópico positivo e cronotrópico negativo, útil na insuficiência cardíaca e no controle da frequência ventricular em arritmias supraventriculares. No entanto, ela é contraindicada em taquicardias ventriculares, pois pode agravar a arritmia e induzir arritmias ventriculares mais graves, especialmente em casos de intoxicação digitálica.
A digoxina é um glicosídeo cardíaco com um longo histórico de uso na cardiologia, especialmente no tratamento da insuficiência cardíaca congestiva e no controle da frequência ventricular em certas arritmias supraventriculares. No entanto, seu estreito índice terapêutico e seu potencial proarrítmico exigem um conhecimento aprofundado de suas indicações e, crucialmente, de suas contraindicações. O mecanismo de ação da digoxina envolve a inibição da bomba Na+/K+-ATPase, resultando em um aumento do cálcio intracelular e, consequentemente, da força de contração miocárdica (inotropismo positivo). Além disso, ela aumenta o tônus vagal, o que retarda a condução no nó atrioventricular (AV), sendo útil para controlar a frequência ventricular em fibrilação e flutter atrial. Contudo, essa mesma ação pode ser perigosa em arritmias ventriculares. Para residentes, é vital compreender que a digoxina é absolutamente contraindicada em taquicardias ventriculares. O uso da digoxina nessas condições pode agravar a arritmia, transformando-a em uma forma mais maligna, como a taquicardia ventricular polimórfica, ou mesmo precipitar fibrilação ventricular. Embora seja eficaz para fibrilação atrial, flutter atrial e insuficiência cardíaca congestiva, seu perfil de segurança exige cautela e monitoramento rigoroso, especialmente em relação aos níveis séricos e eletrólitos, para evitar a intoxicação digitálica, que pode ser fatal.
A digoxina inibe a bomba Na+/K+-ATPase, aumentando o cálcio intracelular e, consequentemente, a contratilidade miocárdica (efeito inotrópico positivo). Também aumenta o tônus vagal, diminuindo a condução no nó AV (efeito cronotrópico negativo). É indicada principalmente para insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida e para controle da frequência ventricular em fibrilação e flutter atrial.
A digoxina é contraindicada na taquicardia ventricular devido ao seu potencial proarrítmico. Ela pode exacerbar a arritmia ventricular existente ou induzir arritmias ventriculares mais complexas e perigosas, especialmente em pacientes com intoxicação digitálica ou distúrbios eletrolíticos.
Os sinais de intoxicação digitálica incluem náuseas, vômitos, anorexia, distúrbios visuais (visão amarelada/esverdeada), fadiga e arritmias cardíacas. No ECG, pode-se observar bradicardia sinusal, bloqueios atrioventriculares, extrassístoles ventriculares, taquicardia ventricular bidirecional e taquicardia atrial com bloqueio AV.
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