FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
Paciente, 38 anos, sexo feminino, que fuma cerca de 20 cigarros por dia, procura uma consulta para escolher um método anticoncepcional. Dadas as seguintes opções, é a mais apropriada para a paciente, considerando as contraindicações da OMS:
Mulher >35 anos tabagista → contraindicação absoluta para contraceptivos hormonais combinados (risco cardiovascular ↑↑).
A combinação de idade avançada (>35 anos) e tabagismo pesado (>15 cigarros/dia) é uma contraindicação absoluta para o uso de contraceptivos hormonais combinados, devido ao risco significativamente elevado de eventos cardiovasculares graves, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral.
A escolha do método contraceptivo deve ser individualizada e baseada em uma avaliação rigorosa dos riscos e benefícios, considerando as condições de saúde da paciente. Os contraceptivos hormonais combinados (CHCs), que contêm estrogênio e progestagênio, são amplamente utilizados, mas possuem contraindicações importantes que devem ser respeitadas para garantir a segurança da paciente. O tabagismo é um fator de risco cardiovascular bem estabelecido, e sua combinação com o estrogênio dos CHCs eleva exponencialmente o risco de eventos trombóticos e cardiovasculares, especialmente em mulheres com mais de 35 anos de idade. As diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para os Critérios de Elegibilidade Médica (MEC) são ferramentas essenciais para guiar essa decisão. Para mulheres com mais de 35 anos que fumam 15 ou mais cigarros por dia, o uso de CHCs é classificado como Categoria 4, o que significa que o método representa um risco inaceitável à saúde e não deve ser utilizado. Essa recomendação visa prevenir complicações graves como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e tromboembolismo venoso. Diante de uma paciente com essa condição, o médico deve orientar sobre os riscos e oferecer alternativas contraceptivas seguras que não contenham estrogênio, como métodos de barreira, dispositivos intrauterinos (DIU de cobre ou hormonal) ou métodos hormonais apenas com progestagênio (pílulas, injetáveis ou implantes). A consulta deve ser um momento de acolhimento e educação, reforçando a importância da cessação do tabagismo para a saúde geral da paciente.
Os principais riscos incluem aumento significativo de eventos cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e tromboembolismo venoso, especialmente em mulheres com mais de 35 anos que fumam mais de 15 cigarros por dia.
Os Critérios de Elegibilidade Médica (MEC) da OMS classificam as condições médicas em quatro categorias (1 a 4) para o uso de cada método contraceptivo, indicando se o método pode ser usado sem restrição (1), geralmente usado (2), usado com cautela (3) ou não deve ser usado (4).
Para mulheres tabagistas com mais de 35 anos, métodos contraceptivos que não contêm estrogênio são considerados seguros, como métodos de barreira, DIU de cobre, DIU hormonal (levonorgestrel) e métodos apenas com progestagênio (pílula, injetável ou implante).
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