UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Considere os seguintes itens:I. Idade acima de 80 anos.II. Diabético insulinodependente acima de 75 anos.III. Infarto agudo do miocárdio há 6 meses.IV. Obesidade com IMC superior a 40. NÃO são consideradas contraindicações formais de correção cirúrgica de hérnia inguinal direta o que se apresenta no(s) item(s):
Idade avançada, diabetes, IAM prévio (>6m) e obesidade mórbida não são contraindicações formais para cirurgia de hérnia inguinal, mas aumentam o risco.
As condições listadas (idade > 80 anos, diabetes insulinodependente > 75 anos, IAM há 6 meses, IMC > 40) são fatores de risco que aumentam a morbidade e mortalidade perioperatória, mas não são contraindicações ABSOLUTAS para a correção cirúrgica de hérnia inguinal. A decisão cirúrgica deve ser individualizada, ponderando os riscos e benefícios, especialmente o risco de complicações da hérnia (encarceramento, estrangulamento).
A hérnia inguinal é uma condição comum que afeta milhões de pessoas globalmente, com maior prevalência em homens. A correção cirúrgica é o tratamento definitivo, visando aliviar sintomas e prevenir complicações graves como encarceramento e estrangulamento. A decisão de operar, especialmente em pacientes com comorbidades, exige uma avaliação cuidadosa do risco-benefício. As condições listadas na questão – idade avançada, diabetes insulinodependente, infarto agudo do miocárdio prévio e obesidade mórbida – são reconhecidos fatores de risco para complicações perioperatórias. Pacientes idosos e com múltiplas comorbidades têm maior probabilidade de desenvolver complicações cardiovasculares, respiratórias e infecciosas. Um IAM recente (< 6 meses) é um fator de risco significativo para eventos cardíacos adversos no perioperatório, mas após esse período, o risco diminui consideravelmente. A obesidade mórbida (IMC > 40) está associada a dificuldades técnicas e maior risco de infecção e deiscência. No entanto, nenhuma dessas condições é uma contraindicação formal ou absoluta para a cirurgia de hérnia inguinal. A decisão cirúrgica deve ser individualizada, considerando o estado geral do paciente, a presença de sintomas da hérnia, o risco de complicações da hérnia e a possibilidade de otimização pré-operatória das comorbidades. Em muitos casos, os riscos de não operar (encarceramento, estrangulamento) superam os riscos da cirurgia, especialmente quando a equipe cirúrgica e anestésica está preparada para manejar pacientes de alto risco.
As contraindicações absolutas são raras e geralmente relacionadas a condições clínicas que tornam o paciente incapaz de tolerar qualquer tipo de cirurgia ou anestesia, como insuficiência cardíaca descompensada grave, doença pulmonar obstrutiva crônica em exacerbação ou coagulopatia incontrolável.
Diabetes e obesidade aumentam o risco de complicações como infecção do sítio cirúrgico, deiscência de ferida, problemas cardiovasculares e respiratórios. No entanto, com controle glicêmico adequado e otimização pré-operatória, a cirurgia pode ser realizada com segurança.
Um infarto agudo do miocárdio (IAM) recente (geralmente < 6 meses) aumenta significativamente o risco de eventos cardíacos perioperatórios. Após 6 meses, o risco diminui, e a cirurgia eletiva pode ser considerada após avaliação cardiológica rigorosa e otimização.
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