UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020
Um paciente elegível para by-pass gástrico e Y-Roux para tratamento da obesidade mórbida não deve ser operado, se nos últimos dois meses tiver apresentado a seguinte complicação:
IAM recente → contraindicação temporária absoluta para cirurgia bariátrica devido ao alto risco de eventos cardiovasculares perioperatórios.
Um infarto agudo do miocárdio (IAM) recente é uma contraindicação temporária absoluta para cirurgia bariátrica. O risco de eventos cardiovasculares adversos perioperatórios é significativamente elevado, exigindo um período de estabilização cardíaca e otimização clínica antes de considerar a intervenção cirúrgica.
A cirurgia bariátrica é uma intervenção eficaz para a obesidade mórbida, mas exige uma avaliação rigorosa dos riscos e benefícios. A identificação de contraindicações é crucial para a segurança do paciente. Condições como o infarto agudo do miocárdio (IAM) recente representam um risco cardiovascular perioperatório inaceitavelmente alto, tornando a cirurgia temporariamente contraindicada até que o paciente esteja clinicamente estável. A avaliação pré-operatória deve ser abrangente, focando na otimização de comorbidades e na identificação de fatores de risco. Um IAM nos últimos meses indica uma miocardiopatia isquêmica instável, com risco elevado de reinfarto, arritmias e insuficiência cardíaca durante o estresse cirúrgico e anestésico. Outras condições como esteato-hepatite, hipertensão pulmonar e insuficiência renal, embora importantes, geralmente não são contraindicações absolutas e podem ser manejadas com otimização clínica. O prognóstico de pacientes com IAM recente submetidos a cirurgia eletiva é significativamente pior. Portanto, a conduta correta é adiar a cirurgia, estabilizar a condição cardíaca do paciente, otimizar a medicação e reavaliar após um período seguro, geralmente de 3 a 6 meses, dependendo da extensão do infarto e da função ventricular residual. Isso garante a máxima segurança e melhores resultados a longo prazo para o paciente.
As contraindicações para cirurgia bariátrica incluem condições clínicas instáveis como IAM recente, AVC recente, insuficiência cardíaca descompensada, doença pulmonar grave, doença hepática terminal, câncer ativo, transtornos psiquiátricos não controlados e abuso de substâncias.
O IAM recente aumenta drasticamente o risco de eventos cardíacos adversos, como novo infarto, arritmias graves e morte, durante o período perioperatório. É necessário um tempo de espera para estabilização miocárdica e otimização da terapia anti-isquêmica.
Geralmente, recomenda-se um período de espera de pelo menos 6 meses após um IAM para cirurgias eletivas de grande porte, como a bariátrica, para permitir a estabilização cardíaca e a reabilitação do paciente, minimizando os riscos perioperatórios.
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