Contraindicações Psiquiátricas na Cirurgia Bariátrica

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2025

Enunciado

Paciente masculino com 26 anos comparece ao ambulatório de cirurgia bariátrica, para avaliação, acompanhado do irmão. Atualmente com Peso de 124 kg, Altura 1,79 m (Peso máximo de 133 kg), com redução as custas de acompanhamento nutricional e ajustes das medicações - quetiapina, escitalopram e lítio para transtorno de humor tipo borderline. Informa apneia do sono leve (SIC – não usa CPAP), HAS (losartana 100 mg/dia) e possui endoscopia digestiva alta com esofagite erosiva moderada. Relata que está se sentindo bem e sem usar drogas ilícitas (cocaína e crack) ou ingerir bebida alcoólica há cerca de 2 meses e que deseja fazer a cirurgia para melhorar a autoestima e controlar sua raiva/agressividade com as pessoas que "NÃO GOSTAM DELE POR SER GORDO" e das vozes em sua cabeça rindo dele. Além disso, informa que a sua nutricionista e sua psiquiatra apoiaram que ele viesse à consulta. Após avaliação, qual a melhor abordagem indicada para esse paciente?

Alternativas

  1. A) Encaminhar o paciente para ambulatório pré-anestésico, explicando que, se houver liberação, ele poderá fazer a cirurgia.
  2. B) Solicitar exames pré-operatórios e avaliações nas especialidades em que ele não possui acompanhamento e indicar cirurgia de By-pass (Capella).
  3. C) Informar ao paciente e familiar que o caso dele deverá ser tratado com o balão intragástrico, o qual deve ser retirado 6 meses após a colocação.
  4. D) Reencaminhar paciente ao psiquiatra, solicitando avaliação para ajuste de medicamentos para transtorno de humor, inclusive com revisão de diagnóstico.

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