IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
Um paciente de 67 anos com história de asma brônquica e bloqueio AV de segundo grau não tratado chega à clínica se queixando de palpitações frequentes. Ele foi recentemente diagnosticado com hipertensão. Qual das seguintes opções Não é uma contraindicação para a prescrição de betabloqueadores para esse paciente?
Asma brônquica e Bloqueio AV de 2º grau são contraindicações para betabloqueadores; Diabetes mellitus tipo 2 bem controlado NÃO é contraindicação.
Betabloqueadores são contraindicados em pacientes com asma brônquica devido ao risco de broncoespasmo (especialmente os não seletivos) e em bloqueios AV de alto grau (2º ou 3º grau) não tratados, pois podem agravar a bradicardia e o bloqueio. Diabetes mellitus bem controlado não é uma contraindicação, e em algumas situações, betabloqueadores podem ser benéficos.
Os betabloqueadores são uma classe de medicamentos amplamente utilizada no tratamento de diversas condições cardiovasculares, como hipertensão arterial, angina pectoris, insuficiência cardíaca e arritmias. No entanto, sua prescrição exige um conhecimento aprofundado de suas contraindicações e potenciais efeitos adversos para garantir a segurança do paciente. A compreensão dessas nuances é crucial para residentes e profissionais de saúde, especialmente em situações de emergência ou no manejo de pacientes com comorbidades. As principais contraindicações dos betabloqueadores incluem a asma brônquica e o bloqueio atrioventricular de segundo ou terceiro grau não tratado. Na asma, o bloqueio dos receptores beta-2 adrenérgicos pode precipitar ou agravar o broncoespasmo. Em bloqueios AV avançados, os betabloqueadores podem deprimir ainda mais a condução cardíaca, levando a bradicardia grave ou assistolia. Outras condições como doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave e bradicardia sinusal sintomática também requerem cautela ou contraindicam seu uso. É importante ressaltar que o diabetes mellitus tipo 2 bem controlado não é uma contraindicação absoluta para betabloqueadores. Embora possam mascarar sintomas de hipoglicemia e, em alguns casos, afetar o metabolismo da glicose, os benefícios cardiovasculares em pacientes com certas indicações (ex: pós-infarto do miocárdio) geralmente superam os riscos, e betabloqueadores cardiosseletivos são frequentemente utilizados com segurança. A hipercalemia, embora possa ser um efeito adverso dos betabloqueadores, não é uma contraindicação primária para seu uso, a menos que seja grave e o medicamento possa agravá-la.
A asma brônquica é uma contraindicação porque os betabloqueadores, especialmente os não seletivos (que bloqueiam receptores beta-1 e beta-2), podem causar broncoespasmo ao bloquear os receptores beta-2 adrenérgicos nos brônquios, exacerbando os sintomas da asma. Mesmo os betabloqueadores cardiosseletivos (beta-1) devem ser usados com cautela.
Em pacientes com bloqueio atrioventricular (AV) de segundo grau não tratado, o uso de betabloqueadores pode agravar o bloqueio, diminuindo ainda mais a condução atrioventricular e levando a bradicardia sintomática, síncope ou até mesmo assistolia. Por isso, é uma contraindicação importante.
Sim, betabloqueadores podem ser usados em pacientes com diabetes mellitus tipo 2, especialmente se a doença estiver bem controlada. Embora possam mascarar sintomas de hipoglicemia e, em alguns casos, afetar o metabolismo da glicose, os benefícios cardiovasculares em certas condições (como insuficiência cardíaca ou pós-infarto) superam os riscos, e os betabloqueadores cardiosseletivos são preferíveis.
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