Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2020
Não é contra-indicação absoluta para uso de beta-bloqueador:
Asma não é contraindicação ABSOLUTA para beta-bloqueador, especialmente cardioseletivos.
Enquanto bloqueios AV avançados, bradicardia sintomática e hipotensão grave são contraindicações absolutas, a asma é uma contraindicação relativa. Beta-bloqueadores cardioseletivos podem ser usados com cautela em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) ou asma leve, monitorando a função pulmonar.
Os beta-bloqueadores são uma classe de medicamentos amplamente utilizada na cardiologia para diversas condições, como hipertensão arterial, doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca e arritmias. Seu mecanismo de ação envolve o bloqueio dos receptores beta-adrenérgicos, resultando em diminuição da frequência cardíaca, contratilidade miocárdica e condução atrioventricular. É crucial para residentes e estudantes de medicina compreenderem suas indicações e, principalmente, suas contraindicações para garantir a segurança do paciente. As contraindicações absolutas para beta-bloqueadores incluem condições que podem ser gravemente exacerbadas pelo seu uso, como bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º grau sem marca-passo, bradicardia sinusal sintomática (geralmente FC < 50 bpm), choque cardiogênico e hipotensão arterial grave (PAS < 90 mmHg). Nessas situações, o risco de piora hemodinâmica ou arritmias fatais supera qualquer benefício potencial. A asma, por outro lado, é considerada uma contraindicação relativa. Embora beta-bloqueadores não seletivos possam induzir broncoespasmo ao bloquear os receptores beta-2 pulmonares, os beta-bloqueadores cardioseletivos (como metoprolol, bisoprolol) têm menor afinidade por esses receptores e podem ser utilizados com cautela em pacientes com asma leve ou doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), desde que haja monitoramento da função pulmonar e o benefício cardiovascular justifique o risco. A diferenciação entre contraindicações absolutas e relativas é um ponto chave para a prática clínica e para questões de prova.
As contraindicações absolutas incluem bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º grau, bradicardia sintomática (<50 bpm), choque cardiogênico, hipotensão grave (PAS < 90 mmHg) e asma grave ou broncoespasmo ativo.
A asma é uma contraindicação relativa porque beta-bloqueadores não seletivos podem causar broncoespasmo. No entanto, beta-bloqueadores cardioseletivos (beta-1) podem ser usados com cautela em pacientes com asma leve ou DPOC, sob monitoramento rigoroso.
Beta-bloqueadores seletivos atuam preferencialmente nos receptores beta-1 cardíacos, minimizando efeitos pulmonares. Já os não seletivos bloqueiam tanto beta-1 quanto beta-2, podendo exacerbar broncoespasmo em pacientes com doenças respiratórias.
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