UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015
Escolha a alternativa em que todos os itens são contraindicações ao uso de anticoncepcionais orais combinados (estrógeno e progestógeno):
COC: Câncer de mama, adenoma hepático, enxaqueca com aura e TVP prévia são contraindicações absolutas.
As contraindicações aos anticoncepcionais orais combinados são cruciais para evitar eventos adversos graves, como tromboembolismo e progressão de neoplasias hormônio-dependentes. A presença de enxaqueca com aura aumenta significativamente o risco de AVC isquêmico em usuárias de estrogênio.
Os anticoncepcionais orais combinados (AOCs), contendo estrogênio e progestógeno, são amplamente utilizados para contracepção e tratamento de diversas condições ginecológicas. No entanto, sua prescrição exige uma avaliação criteriosa das contraindicações para minimizar riscos graves, como eventos tromboembólicos e cardiovasculares. A compreensão dessas contraindicações é fundamental para a segurança da paciente e para a prática clínica do residente. As contraindicações dos AOCs são classificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em categorias de 1 a 4, sendo a categoria 4 as contraindicações absolutas. Condições como história pessoal de trombose venosa profunda (TVP) ou embolia pulmonar, câncer de mama atual ou prévio, adenoma hepático, doença hepática grave, enxaqueca com aura e hipertensão arterial não controlada são exemplos de contraindicações absolutas. A presença de enxaqueca com aura, em particular, eleva o risco de acidente vascular cerebral isquêmico, tornando o uso de estrogênio perigoso. É crucial diferenciar entre contraindicações absolutas e relativas. Enquanto as absolutas proíbem o uso, as relativas exigem uma análise risco-benefício individualizada. A anamnese detalhada, incluindo histórico familiar e pessoal de doenças tromboembólicas, cardiovasculares e neoplásicas, é indispensável antes da prescrição. A escolha do método contraceptivo deve sempre considerar o perfil de risco da paciente, buscando a opção mais segura e eficaz.
As principais contraindicações absolutas incluem história pessoal de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, câncer de mama atual ou prévio, adenoma hepático, doença hepática grave, enxaqueca com aura, hipertensão arterial não controlada e tabagismo em mulheres com mais de 35 anos.
A enxaqueca com aura é uma contraindicação devido ao risco significativamente aumentado de acidente vascular cerebral isquêmico em mulheres que utilizam estrogênio, especialmente se houver outros fatores de risco associados.
Contraindicações absolutas são condições nas quais o risco de usar o método supera claramente os benefícios, tornando seu uso proibido. Contraindicações relativas são condições nas quais o uso pode ser aceitável, mas requer avaliação cuidadosa e monitoramento, pois o risco pode ser maior que o benefício em alguns casos.
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