FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2021
A amamentação é indispensável para o desenvolvimento do bebê, sendo recomendada pela Organização Mundial da Saúde por 2 anos ou mais, devendo ser estimulada logo após o nascimento do bebê. Considerando o papel de fornecer nutrientes essenciais para o desenvolvimento do bebê, quanto à amamentação, é CORRETO afirmar:
Galactosemia = contraindicação ABSOLUTA à amamentação devido à incapacidade de metabolizar galactose, presente no leite materno.
A galactosemia é uma doença metabólica congênita rara que impede o bebê de metabolizar a galactose, um açúcar presente no leite materno. A ingestão de leite materno ou fórmulas com lactose pode levar a complicações graves, tornando a amamentação contraindicada. Nesses casos, são necessárias fórmulas especiais sem lactose.
A amamentação é um pilar fundamental para a saúde e desenvolvimento infantil, sendo recomendada exclusivamente até os 6 meses e continuada com alimentos complementares até os 2 anos ou mais pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Seus benefícios são inúmeros, incluindo proteção contra infecções, promoção do desenvolvimento cognitivo e fortalecimento do vínculo mãe-bebê. Contudo, existem situações específicas em que a amamentação é contraindicada, e é crucial que o profissional de saúde as reconheça. A galactosemia é uma das poucas contraindicações absolutas à amamentação. Trata-se de um erro inato do metabolismo em que o bebê não consegue metabolizar a galactose, um monossacarídeo presente na lactose do leite materno. A ingestão de galactose por esses bebês pode levar a danos hepáticos, renais, cerebrais e oculares graves, exigindo uma dieta restrita de galactose, com uso de fórmulas especiais. Outros pontos importantes sobre a amamentação incluem o manejo da icterícia neonatal, onde a amamentação frequente ajuda na eliminação da bilirrubina, e a questão do ferro. Embora o ferro do leite materno seja bem absorvido, suas concentrações são baixas, tornando a suplementação necessária após os 6 meses de idade. A amamentação deve ser 'em livre demanda', ou seja, sempre que o bebê demonstrar sinais de fome, e não em horários fixos, para garantir a ingestão adequada e estimular a produção de leite.
As contraindicações absolutas da amamentação incluem galactosemia no bebê, infecção materna por HIV (em países onde há acesso seguro a fórmulas), HTLV-1 e HTLV-2, uso materno de certas drogas ilícitas ou medicamentos quimioterápicos e radioterápicos. Em casos de tuberculose ativa não tratada, a amamentação pode ser temporariamente suspensa.
O leite humano, embora tenha ferro de alta biodisponibilidade, possui quantidades relativamente baixas. Para recém-nascidos a termo, as reservas de ferro são suficientes para os primeiros 4 a 6 meses. Após esse período, ou antes em prematuros, a suplementação de ferro e a introdução de alimentos ricos em ferro são necessárias para prevenir a anemia ferropriva.
A amamentação frequente e eficaz pode minimizar a icterícia neonatal fisiológica, pois estimula o trânsito intestinal e a eliminação de bilirrubina pelas fezes. No entanto, existe a 'icterícia do aleitamento materno', que é uma forma benigna e prolongada de icterícia que pode ocorrer em alguns bebês amamentados, sem contraindicar a amamentação.
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