HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2023
Você trabalha em uma Unidade Básica de Saúde e atende uma gestante em consulta pré-natal. Durante o atendimento, você verifica que a paciente apresenta uma contraindicação ao aleitamento materno. Assinale a alternativa que apresenta uma contraindicação:
A amiodarona é contraindicada na amamentação devido à sua longa meia-vida e toxicidade para o lactente.
A amiodarona é um antiarrítmico com alta concentração no leite materno e longa meia-vida, podendo causar hipotireoidismo e outros efeitos adversos no lactente. Portanto, seu uso é uma contraindicação absoluta ao aleitamento materno. Outras condições como uso de paroxetina, hanseníase e hepatite B, com as devidas precauções, não contraindicam a amamentação.
O aleitamento materno é fundamental para a saúde do lactente e da mãe, e as contraindicações são raras e específicas. É crucial que os profissionais de saúde estejam atualizados sobre quais condições realmente impedem a amamentação, a fim de evitar desmame desnecessário. A decisão de contraindicar o aleitamento deve ser baseada em evidências científicas e considerar os riscos e benefícios para o binômio mãe-bebê. Entre as contraindicações absolutas, destacam-se algumas infecções maternas (como HIV em contextos específicos e HTLV-1/2), uso de drogas ilícitas e certos medicamentos. A amiodarona, um antiarrítmico, é um exemplo clássico de fármaco contraindicado devido à sua farmacocinética desfavorável (longa meia-vida, alta concentração no leite) e ao risco de toxicidade tireoidiana e cardíaca para o lactente. Em contraste, condições como depressão tratada com paroxetina, hanseníase (com tratamento adequado e sem lesões mamárias ativas) e hepatite B (com profilaxia adequada do RN) não impedem a amamentação. É importante ressaltar que a maioria dos medicamentos é compatível com a amamentação, e a decisão deve ser individualizada, pesando o risco-benefício. O conhecimento aprofundado sobre as contraindicações e as condições que permitem a amamentação com segurança é essencial para orientar as gestantes e puérperas, promovendo a saúde materno-infantil e garantindo que o aleitamento materno seja mantido sempre que possível.
As principais contraindicações absolutas incluem infecção materna por HIV (em países onde a alimentação artificial é segura e acessível), HTLV-1 e HTLV-2, uso de drogas ilícitas, quimioterapia, radioterapia, e uso de certos medicamentos como amiodarona, lítio, metotrexato e alguns radiofármacos. Galactosemia no lactente também é uma contraindicação.
A amiodarona é contraindicada devido à sua alta concentração no leite materno, longa meia-vida e potencial para causar hipotireoidismo, bradicardia e outros efeitos tóxicos no lactente. O iodo presente na molécula da amiodarona pode afetar a função tireoidiana do bebê.
Não, nem a hepatite B nem a hanseníase são contraindicações ao aleitamento materno. Em casos de hepatite B, o recém-nascido deve receber imunoglobulina e a primeira dose da vacina contra hepatite B ao nascer. Para hanseníase, a mãe pode amamentar, desde que esteja em tratamento e sem lesões abertas na mama.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo