Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2023
As contraindicações da amamentação tem condições clinicas definidas EXCETO:
Fissuras mamilares ≠ contraindicação amamentação; HIV/HTLV, câncer e distúrbios graves da consciência = contraindicações absolutas.
As fissuras mamilares são um problema comum na amamentação que causa dor, mas não impedem o aleitamento, exigindo manejo da pega e tratamento local. Em contraste, condições como HIV, HTLV e câncer de mama em tratamento, ou distúrbios graves da consciência, são contraindicações absolutas devido ao risco de transmissão de doenças ou incapacidade materna.
O aleitamento materno é fundamental para a saúde materno-infantil, oferecendo inúmeros benefícios nutricionais e imunológicos. No entanto, existem situações específicas em que a amamentação pode ser contraindicada, seja de forma absoluta ou relativa, para proteger a saúde da mãe ou do bebê. É crucial que profissionais de saúde estejam aptos a identificar essas condições para oferecer a melhor orientação às famílias, sendo um tema de grande relevância em provas de residência e na prática pediátrica e obstétrica. As contraindicações absolutas são raras e incluem condições maternas como infecção por HIV ou HTLV (devido ao risco de transmissão viral), uso de certas medicações que podem ser prejudiciais ao lactente (quimioterápicos, drogas ilícitas), e doenças graves que incapacitem a mãe para o cuidado do bebê. Do lado do bebê, a galactosemia é uma contraindicação absoluta. A compreensão da fisiopatologia e dos riscos associados a cada uma dessas condições é essencial para a tomada de decisão clínica. É importante diferenciar as contraindicações absolutas de problemas comuns que podem ser manejados, como as fissuras mamilares, ingurgitamento mamário ou mastite. Estes não impedem a amamentação e devem ser abordados com suporte e orientação adequados, visando a manutenção do aleitamento. O conhecimento aprofundado sobre as contraindicações e o manejo de problemas relacionados à amamentação capacita o residente a promover o aleitamento materno de forma segura e eficaz, garantindo o bem-estar da díade mãe-bebê.
As principais contraindicações absolutas incluem infecção materna por HIV ou HTLV, uso de certas medicações maternas (como quimioterápicos, drogas ilícitas), galactosemia no bebê e, em alguns contextos, distúrbios graves da consciência ou comportamento materno que impeçam o cuidado seguro.
Fissuras nas mamas, embora dolorosas, não são uma contraindicação absoluta. Elas geralmente resultam de uma pega incorreta do bebê e podem ser resolvidas com orientação sobre a técnica de amamentação e cuidados locais, permitindo a continuidade do aleitamento.
Tanto o HIV quanto o HTLV podem ser transmitidos da mãe para o bebê através do leite materno. Por isso, em países onde há acesso a fórmulas infantis seguras, a amamentação é contraindicada para mães soropositivas para HIV ou HTLV para prevenir a transmissão vertical.
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