UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2025
No mês de agosto, é comemorado o mês do Aleitamento Materno. Sabe-se que essa prática oferece inúmeros benefícios para o crescimento e o desenvolvimento da criança, além de fortalecer o vínculo mãe-bebê. Entretanto, existem algumas contraindicações a essa prática. São condições consideradas contraindicação absoluta à amamentação, EXCETO:
Tuberculose bacilífera não é contraindicação absoluta à amamentação (leite materno pode ser oferecido).
Embora a tuberculose bacilífera ativa contraindique a amamentação direta para evitar a transmissão respiratória, a mãe pode ordenhar o leite e oferecê-lo ao bebê, especialmente após o início do tratamento e se estiver em boas condições clínicas, tornando-a não uma contraindicação absoluta ao leite materno.
O aleitamento materno é amplamente reconhecido como a forma ideal de nutrição para lactentes, oferecendo inúmeros benefícios para a saúde da criança e da mãe, incluindo proteção contra infecções, promoção do desenvolvimento e fortalecimento do vínculo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade e complementado até os dois anos ou mais. No entanto, existem situações específicas em que a amamentação pode ser contraindicada. As contraindicações ao aleitamento materno podem ser absolutas ou relativas, e podem ser relacionadas à mãe ou ao bebê. Para o bebê, a galactosemia é uma contraindicação absoluta, pois a ingestão de lactose (e consequentemente galactose) é tóxica. Para a mãe, o HIV é uma contraindicação absoluta em contextos onde há acesso seguro a substitutos do leite materno. Outras condições maternas, como infecção por HTLV-1/2, uso de certas drogas ilícitas ou medicamentos quimioterápicos, também são contraindicações absolutas. É crucial diferenciar as contraindicações absolutas das relativas ou temporárias. A tuberculose bacilífera ativa, por exemplo, contraindica a amamentação direta devido ao risco de transmissão respiratória, mas a mãe pode ordenhar o leite e oferecê-lo ao bebê após iniciar o tratamento e se tornar não contagiosa. Um abscesso mamário, por sua vez, contraindica a amamentação apenas na mama afetada, permitindo a amamentação na mama saudável. O conhecimento dessas nuances é essencial para a tomada de decisão clínica e para a orientação adequada das famílias.
A galactosemia é a principal contraindicação absoluta no bebê, pois ele não consegue metabolizar a galactose presente no leite materno, levando a complicações graves.
Em países desenvolvidos, onde há acesso seguro a fórmulas, o HIV é uma contraindicação absoluta. Em países em desenvolvimento, a amamentação pode ser recomendada com terapia antirretroviral para mãe e/ou bebê, devido aos riscos da fórmula.
A tuberculose bacilífera ativa e não tratada contraindica a amamentação direta para evitar a transmissão respiratória. No entanto, a mãe pode ordenhar o leite e oferecê-lo ao bebê, desde que esteja em tratamento e não seja mais contagiosa.
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