Aleitamento Materno: Quando Interromper Temporariamente por Infecção

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023

Enunciado

Quanto ao aleitamento materno, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) em infecções graves e invasivas, tais como meningite, osteomielite, artrite séptica, septicemia ou bacteremia causadas por alguns organismos como Brucella, Streptococcus do Grupo B, Staphylococcus aureus, Haemophilus influenza tipo B, Streptococcus pneumoniae ou Neisseria miningitidis, a interrupção temporária da amamentação se faz necessária por um período variável de 24 a 96 horas após o início da terapia antimicrobiana.
  2. B) mastite e abcesso mamário são consideradas infecções invasivas e contraindicam a amamentação
  3. C) o M. leprae pode ser isolado no leite de mulheres com a forma virchowiana não tratada ou com tratamento com sulfona por menos de 3 meses, sendo sempre contraindicado o aleitamento de mães portadoras de hanseníase.
  4. D) a doença de chagas não contra indica o aleitamento materno, independente da fase de doença.
  5. E) em mães soropositivas para HIV, a amamentação cruzada pode ser uma alternativa .

Pérola Clínica

Infecções maternas graves (meningite, sepse, osteomielite) → Interrupção temporária da amamentação por 24-96h pós-ATB.

Resumo-Chave

Em infecções maternas graves e invasivas, como meningite ou septicemia, a amamentação deve ser temporariamente interrompida por 24 a 96 horas após o início da terapia antimicrobiana. Isso garante que a mãe esteja estabilizada e que o risco de transmissão seja minimizado, enquanto os antibióticos começam a fazer efeito.

Contexto Educacional

O aleitamento materno é fundamental para a saúde do lactente, mas existem situações específicas em que a amamentação pode ser contraindicada, seja temporária ou permanentemente. Em casos de infecções maternas graves e invasivas, como meningite, osteomielite, artrite séptica, septicemia ou bacteremia causadas por patógenos como Brucella, Streptococcus do Grupo B, Staphylococcus aureus, Haemophilus influenzae tipo B, Streptococcus pneumoniae ou Neisseria meningitidis, a interrupção temporária da amamentação é recomendada. Essa interrupção geralmente dura de 24 a 96 horas após o início da terapia antimicrobiana eficaz. O objetivo é garantir a estabilização clínica da mãe e reduzir o risco potencial de transmissão ao lactente, embora a maioria dos antibióticos seja compatível com a amamentação. É importante ressaltar que muitas outras condições, como mastite (sem abscesso), não contraindicam a amamentação. A decisão de interromper deve ser baseada em evidências e nas diretrizes de saúde pública, sempre buscando o melhor para a díade mãe-bebê.

Perguntas Frequentes

Quais infecções maternas contraindicam temporariamente a amamentação?

Infecções maternas graves e invasivas como meningite, osteomielite, artrite séptica, septicemia ou bacteremia causadas por patógenos específicos podem exigir interrupção temporária da amamentação.

Por quanto tempo a amamentação deve ser interrompida em casos de infecção grave?

A interrupção temporária da amamentação em casos de infecção materna grave geralmente se faz necessária por um período variável de 24 a 96 horas após o início da terapia antimicrobiana eficaz.

Quais são as diretrizes para amamentação em mães com infecções bacterianas?

As diretrizes recomendam avaliar a gravidade da infecção e o agente etiológico. Em infecções graves, a interrupção temporária é indicada, mas muitas infecções bacterianas, como mastite sem abscesso, não contraindicam a amamentação.

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