UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
Quanto ao aleitamento materno, analise as afirmativas abaixo.I. Hanseníase virchowiana não tratada ou com tratamento inferior a 3 meses com sulfona ou inferior a 3 semanas com rifampicina ou com lesões de pele na mama: Contraindicado até tratamento corretamente instituído com duração superior a 3 meses com sulfona ou superior a 3 semanas com rifampicina, sem lesões na pele da mama.II. Doença de Chagas: Contraindicado na fase aguda da doença ou quando houver lesão mamilar com sangramentoIII. Puérpera HIV positivo deve ser orientada a não amamentar, devendo ter sua lactação inibida A contraindicação deve ser baseada em um teste HIV reagente.IV. O MS do Brasil contraindica a amamentação de mães portadoras do HTLV-1 ou HTLV-2.V. Mães infectadas pelo vírus da febre amarela, não devem amamentar. A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
Contraindicações absolutas AM (MS Brasil): HIV, HTLV-1/2. Relativas: Hanseníase (ativa/lesão mama), Chagas (aguda/lesão mama), uso de certas drogas.
As contraindicações ao aleitamento materno são específicas e devem seguir as diretrizes do Ministério da Saúde. Condições como HIV e HTLV-1/2 são contraindicações absolutas no Brasil, enquanto hanseníase e doença de Chagas têm contraindicações relativas dependendo do estágio da doença ou presença de lesões mamárias.
O aleitamento materno é fundamental para a saúde do lactente, mas existem situações específicas em que ele é contraindicado para proteger a saúde da criança. É essencial que os profissionais de saúde, especialmente residentes, conheçam as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil sobre as contraindicações, que podem diferir de outros países. As contraindicações absolutas no Brasil incluem a infecção materna por HIV e HTLV-1/2, devido ao alto risco de transmissão vertical. Para outras condições, as contraindicações podem ser relativas ou temporárias. Por exemplo, na hanseníase, a amamentação é contraindicada se a doença estiver ativa, não tratada ou com lesões na mama, mas pode ser retomada após o tratamento adequado. Na doença de Chagas, a contraindicação se aplica na fase aguda ou na presença de lesões mamilares com sangramento. É importante ressaltar que a febre amarela, ao contrário de algumas crenças, não é uma contraindicação para a amamentação. A vacina contra febre amarela é que possui restrições em lactantes. A compreensão precisa dessas diretrizes permite uma orientação segura e eficaz às puérperas, garantindo a saúde do binômio mãe-bebê e evitando interrupções desnecessárias do aleitamento materno.
No Brasil, as contraindicações absolutas para o aleitamento materno incluem mães com infecção por HIV e mães portadoras do vírus HTLV-1 ou HTLV-2. Nestes casos, a amamentação não é recomendada devido ao risco de transmissão vertical.
A hanseníase virchowiana contraindica a amamentação se não tratada, com tratamento inferior a 3 meses (sulfona) ou 3 semanas (rifampicina), ou se houver lesões de pele na mama. Após o tratamento adequado e sem lesões mamárias, a amamentação pode ser liberada.
Não, a infecção pelo vírus da febre amarela na mãe não é uma contraindicação formal para a amamentação. A vacina contra febre amarela, no entanto, é contraindicada em lactantes, e o risco-benefício deve ser avaliado individualmente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo