Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2023
Considera-se contraindicação absoluta ao uso de trombolítico nos casos de infarto agudo do miocárdio, a presença de
Neoplasia SNC = contraindicação absoluta à trombólise no IAM devido ao risco ↑ de hemorragia intracraniana.
A presença de neoplasia no sistema nervoso central (SNC) é uma contraindicação absoluta ao uso de trombolíticos no infarto agudo do miocárdio (IAM), devido ao risco extremamente elevado de hemorragia intracraniana, que pode ser catastrófica. Outras condições, como gravidez e úlcera péptica ativa, são contraindicações relativas ou aumentam o risco de sangramento, mas não são absolutas como a neoplasia no SNC.
O infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) é uma emergência médica que exige reperfusão coronariana imediata para restaurar o fluxo sanguíneo e minimizar o dano miocárdico. A trombólise farmacológica é uma das estratégias de reperfusão, especialmente quando a angioplastia primária não está disponível em tempo hábil. No entanto, a decisão de trombolisar um paciente deve ser cuidadosamente ponderada em relação aos riscos, principalmente o de sangramento. A segurança da trombólise depende da exclusão de contraindicações, que são classificadas em absolutas e relativas. As contraindicações absolutas representam um risco inaceitável de complicações hemorrágicas graves, especialmente hemorragia intracraniana, que pode ser fatal. É crucial que o médico emergencista e cardiologista conheçam e identifiquem essas condições antes de iniciar a terapia trombolítica, para evitar desfechos adversos catastróficos. Entre as contraindicações absolutas, a neoplasia no sistema nervoso central se destaca devido ao risco elevado de sangramento intracraniano. Outras condições como AVC hemorrágico prévio ou AVC isquêmico recente também são absolutas. Já a gravidez, úlcera péptica ativa e hipertensão arterial não controlada são consideradas contraindicações relativas, onde o risco-benefício deve ser avaliado individualmente. A escolha da terapia de reperfusão deve sempre priorizar a segurança do paciente, buscando a melhor estratégia para cada caso.
As contraindicações absolutas incluem qualquer AVC hemorrágico prévio, AVC isquêmico nos últimos 3 meses (exceto AVC isquêmico agudo nas primeiras 4,5 horas), neoplasia intracraniana ou malformação arteriovenosa, trauma craniano ou facial significativo nos últimos 3 meses, sangramento ativo ou diátese hemorrágica conhecida, e dissecção aórtica.
A presença de uma neoplasia no sistema nervoso central aumenta drasticamente o risco de hemorragia intracraniana induzida pelo trombolítico, devido à fragilidade vascular associada ao tumor e à interrupção da barreira hematoencefálica.
Contraindicações relativas incluem hipertensão arterial grave não controlada (PA > 180/110 mmHg), gravidez, úlcera péptica ativa, uso de anticoagulantes orais (com INR < 1.7), cirurgia de grande porte ou trauma recente (2-4 semanas), e punção vascular não compressível recente.
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