HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2026
A amamentação com leite materno é fundamental, porém algumas doenças virais contraindicam a amamentação. Em relação a amamentação em doenças virais, esta é contraindicada em caso de:
HTLV-1/2 e HIV = Contraindicações ABSOLUTAS à amamentação no Brasil.
No Brasil, as únicas contraindicações infecciosas absolutas e definitivas à amamentação são a infecção por HIV e pelos vírus HTLV-1 e HTLV-2, devido ao risco de transmissão vertical pelo leite.
O aleitamento materno é o padrão-ouro nutricional, mas a segurança biológica é prioritária em casos específicos. No Brasil, o Ministério da Saúde estabelece que HIV e HTLV-1/2 são impeditivos definitivos para a amamentação. O HTLV-1 está associado a doenças graves como a paraparesia espástica tropical e leucemias de células T. Diferente do HIV, onde a carga viral indetectável reduz drasticamente o risco, no HTLV o risco de transmissão pelo leite permanece alto o suficiente para justificar a proibição total. Outras viroses mencionadas, como Rubéola, Caxumba e Zika, não contraindicam o aleitamento, embora exijam cuidados específicos ou observação clínica. A tuberculose, sendo uma doença bacteriana, exige manejo do contato respiratório, mas não impede o consumo do leite materno após o início do tratamento materno efetivo. O conhecimento dessas distinções é crucial para evitar o desmame desnecessário e proteger a saúde do lactente.
No cenário brasileiro, as contraindicações absolutas e definitivas relacionadas a agentes infecciosos são a infecção materna pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e pelos Vírus Linfotrópicos de Células T Humanas tipos 1 e 2 (HTLV-1 e HTLV-2). Ambas as condições apresentam risco significativo de transmissão vertical através do leite materno, podendo levar a patologias graves na criança a longo prazo, como leucemias e mielopatias no caso do HTLV.
Não de forma absoluta. A tuberculose materna não é contraindicação se a mãe estiver em tratamento adequado e não for bacilífera. Se for bacilífera, recomenda-se o uso de máscara e medidas de higiene rigorosas, ou em casos graves, a ordenha do leite para oferta por copinho até que a mãe não seja mais infectante. A criança deve receber quimioprofilaxia conforme protocolo.
O diagnóstico de HTLV-1 ou HTLV-2 durante o pré-natal ou puerpério exige a interrupção imediata da amamentação. A mãe deve ser orientada sobre o risco de leucemia/linfoma de células T do adulto e mielopatia associada ao HTLV (HAM/TSP), e a criança deve ser alimentada com fórmula infantil adequada para a idade, garantindo o suporte nutricional necessário.
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