Aleitamento Materno: Contraindicações Absolutas

UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Das opções listadas abaixo, aquela que representa uma contraindicação absoluta para o aleitamento materno é quando

Alternativas

  1. A) a mãe tem infecção por herpesvírus tipo 2 em atividade.
  2. B) a mãe tem diagnóstico de hepatite C.
  3. C) a criança tem diagnóstico de doença mitocondrial.
  4. D) a criança tem diagnóstico de galactosemia.
  5. E) a mãe tem tuberculose em tratamento há dois meses

Pérola Clínica

Galactosemia na criança → Contraindicação ABSOLUTA ao aleitamento materno devido ao lactose.

Resumo-Chave

A galactosemia clássica é uma doença metabólica hereditária rara em que o bebê não consegue metabolizar a galactose, um componente do leite materno (lactose). A ingestão de leite materno ou fórmula à base de leite pode levar a acúmulo tóxico de galactose, causando danos graves ao fígado, cérebro e olhos. Por isso, é uma contraindicação absoluta ao aleitamento materno.

Contexto Educacional

O aleitamento materno é a forma ideal de alimentação para lactentes, oferecendo inúmeros benefícios para a saúde da mãe e do bebê. No entanto, existem situações específicas em que o aleitamento pode ser contraindicado, seja de forma absoluta ou relativa. É fundamental que os profissionais de saúde conheçam essas contraindicações para orientar adequadamente as famílias e garantir a segurança e o bem-estar do recém-nascido. A galactosemia clássica é uma doença metabólica hereditária autossômica recessiva, caracterizada pela deficiência da enzima galactose-1-fosfato uridiltransferase (GALT), essencial para o metabolismo da galactose. A ingestão de lactose (presente no leite materno e em fórmulas comuns) leva ao acúmulo de galactose e seus metabólitos tóxicos, causando danos graves e irreversíveis ao fígado, cérebro, rins e olhos. Por essa razão, a galactosemia é uma contraindicação absoluta ao aleitamento materno e exige uma dieta restrita em galactose por toda a vida. Outras contraindicações absolutas incluem infecção materna por HIV (em contextos onde a fórmula é segura e acessível) e HTLV-1/2, além do uso materno de certas drogas ilícitas ou medicamentos que podem ser prejudiciais ao bebê. Em contraste, condições como infecção materna por herpesvírus tipo 2 (se não houver lesões ativas na mama), hepatite C, tuberculose em tratamento (com a mãe não bacilífera e em uso de medicação compatível), e a maioria das doenças mitocondriais na criança, não representam contraindicações absolutas ao aleitamento materno. Nesses casos, a decisão de amamentar deve ser individualizada, considerando os riscos e benefícios, e muitas vezes com a implementação de medidas preventivas ou terapêuticas específicas. O prognóstico da galactosemia, se diagnosticada e tratada precocemente com dieta adequada, é melhor, mas sequelas neurológicas e de desenvolvimento podem ocorrer.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais contraindicações absolutas ao aleitamento materno?

As principais contraindicações absolutas ao aleitamento materno incluem a galactosemia clássica no bebê, infecção materna por HIV (em países onde a fórmula é segura e acessível), infecção materna por HTLV-1/2 e o uso materno de certas drogas ilícitas ou medicamentos quimioterápicos/radiofármacos.

Por que a galactosemia é uma contraindicação absoluta para amamentar?

A galactosemia é uma contraindicação absoluta porque o leite materno contém lactose, que é quebrada em glicose e galactose. Bebês com galactosemia não conseguem metabolizar a galactose, levando ao seu acúmulo tóxico no organismo, o que pode causar danos cerebrais, hepáticos e oculares graves se o leite materno for consumido.

A infecção materna por hepatite C ou herpesvírus tipo 2 contraindica o aleitamento materno?

Não, a infecção materna por hepatite C geralmente não contraindica o aleitamento materno. Para herpesvírus tipo 2, a amamentação é permitida desde que não haja lesões ativas no seio ou aréola. Em ambos os casos, medidas de higiene e precauções específicas podem ser recomendadas, mas não há contraindicação absoluta.

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