HFCF - Hospital Federal Cardoso Fontes (RJ) — Prova 2015
Uma paciente de 32 anos faz uso rotineiro de contraceptivos orais hormonais. Neste caso, ela apresenta risco aumentado de apresentar:
Contraceptivos orais hormonais ↑ risco de adenoma hepático.
O uso de contraceptivos orais hormonais está associado a um risco aumentado de desenvolvimento de adenoma hepático, um tumor benigno do fígado. Embora raro, é uma complicação importante a ser considerada, especialmente em uso prolongado.
Os contraceptivos orais hormonais (COH) são amplamente utilizados para controle de natalidade e tratamento de diversas condições ginecológicas. É fundamental que residentes e profissionais de saúde compreendam tanto seus benefícios quanto os potenciais riscos associados ao seu uso prolongado. Um dos riscos mais importantes, embora raro, é o desenvolvimento de adenoma hepático. O adenoma hepático é um tumor benigno do fígado que tem sua incidência aumentada em mulheres que utilizam COH, especialmente aqueles com altas doses de estrogênio e por longos períodos. A patogênese envolve a influência hormonal na proliferação de hepatócitos. Embora benigno, o adenoma hepático pode apresentar complicações graves, como hemorragia intra-tumoral ou ruptura, que podem ser fatais. É importante ressaltar que, enquanto os COH aumentam o risco de adenoma hepático e, em menor grau, de câncer de mama e cervical, eles conferem proteção contra o câncer de ovário e de endométrio. A avaliação do risco-benefício deve ser individualizada, considerando o histórico da paciente e a presença de outros fatores de risco. O acompanhamento clínico e, em alguns casos, exames de imagem periódicos podem ser indicados para pacientes em uso prolongado de COH.
O uso de contraceptivos orais hormonais, especialmente os de alta dose e por tempo prolongado, está associado a um risco aumentado de desenvolvimento de adenoma hepático. Os estrogênios parecem ter um papel na proliferação celular hepática.
Não, o adenoma hepático é um tumor benigno do fígado. No entanto, existe um pequeno risco de transformação maligna para carcinoma hepatocelular, especialmente em lesões maiores, e de complicações como hemorragia ou ruptura.
Os contraceptivos orais combinados são conhecidos por reduzir o risco de câncer de ovário e câncer de endométrio. Eles também podem ter um efeito protetor contra a doença fibrocística da mama, embora não sejam isentos de riscos para outros tipos de câncer, como o de mama e cervical.
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