IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
Assinale a alternativa que apresenta uma contraindicação absoluta com relação ao uso de contraceptivos orais combinados:
Antecedente de trombose venosa = contraindicação absoluta para contraceptivos orais combinados.
Contraceptivos orais combinados (COCs) aumentam o risco de eventos tromboembólicos. Portanto, um antecedente de trombose venosa profunda (TVP) ou tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma contraindicação absoluta devido ao risco elevado de recorrência.
Os contraceptivos orais combinados (COCs) são um método contraceptivo amplamente utilizado, eficaz e seguro para a maioria das mulheres. No entanto, é crucial que o médico conheça suas contraindicações, especialmente as absolutas, para garantir a segurança da paciente e prevenir eventos adversos graves. A anamnese detalhada é fundamental antes da prescrição. A principal preocupação com os COCs é o aumento do risco de eventos tromboembólicos, tanto venosos (trombose venosa profunda, embolia pulmonar) quanto arteriais (infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral). O estrogênio presente nos COCs influencia a coagulação sanguínea, aumentando a produção de fatores de coagulação e diminuindo a de anticoagulantes naturais. Por isso, um antecedente de trombose venosa é uma contraindicação absoluta. Outras contraindicações absolutas incluem enxaqueca com aura, câncer de mama atual, doença hepática grave, hipertensão arterial não controlada e tabagismo em mulheres com mais de 35 anos. A amamentação é uma contraindicação relativa nos primeiros seis meses pós-parto, sendo preferíveis métodos apenas com progestagênio. A avaliação individualizada do risco-benefício é sempre necessária.
Os contraceptivos orais combinados aumentam o risco de trombose devido aos estrogênios, que afetam a cascata de coagulação. Em pacientes com histórico de trombose, o risco de um novo evento é inaceitavelmente alto.
Outras contraindicações absolutas incluem doença tromboembólica arterial ou venosa atual ou pregressa, enxaqueca com aura, câncer de mama atual, doença hepática grave, hipertensão não controlada e tabagismo em mulheres >35 anos.
A amamentação não é uma contraindicação absoluta, mas é uma contraindicação relativa nos primeiros 6 meses pós-parto devido ao potencial impacto na produção de leite e à passagem de hormônios para o bebê. Contraceptivos apenas com progestagênio são preferíveis nesse período.
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