HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022
Entre os progestógenos contidos nos anovulatórios orais, o que parece ter maior risco de eventos tromboembólicos é:
Ciproterona em contraceptivos orais → Maior risco de tromboembolismo venoso (TEV) entre progestógenos.
Embora todos os contraceptivos orais combinados aumentem o risco de tromboembolismo venoso (TEV) em comparação com mulheres não usuárias, os progestógenos de terceira e quarta geração, como a ciproterona, desogestrel e gestodeno, estão associados a um risco ligeiramente maior de TEV do que os de segunda geração (ex: levonorgestrel). A ciproterona, em particular, tem sido associada a um risco elevado.
Os contraceptivos orais combinados (COCs) são amplamente utilizados para controle de natalidade e tratamento de diversas condições ginecológicas. Eles contêm um estrogênio (geralmente etinilestradiol) e um progestógeno. Embora sejam geralmente seguros, um dos riscos mais sérios associados ao seu uso é o tromboembolismo venoso (TEV), que inclui trombose venosa profunda e embolia pulmonar. Este risco é multifatorial e depende tanto do componente estrogênico quanto do progestogênico. Diferentes progestógenos possuem perfis de risco variados em relação ao TEV. Estudos têm demonstrado que progestógenos de terceira geração (como desogestrel e gestodeno) e de quarta geração (como drospirenona e ciproterona) estão associados a um risco ligeiramente maior de TEV em comparação com os progestógenos de segunda geração (como levonorgestrel). A ciproterona, em particular, utilizada em alguns COCs com indicação para acne e hirsutismo, tem sido consistentemente associada a um risco mais elevado de TEV. É fundamental que os profissionais de saúde avaliem cuidadosamente os fatores de risco individuais de cada paciente antes de prescrever um COC, considerando histórico pessoal e familiar de TEV, trombofilias, obesidade, tabagismo e idade. A escolha do progestógeno deve ser individualizada, buscando o equilíbrio entre eficácia contraceptiva, controle de sintomas e minimização de riscos, especialmente o tromboembólico.
Progestógenos de terceira e quarta geração, como ciproterona, desogestrel e gestodeno, estão associados a um risco ligeiramente maior de tromboembolismo venoso (TEV) em comparação com os de segunda geração (levonorgestrel).
A ciproterona, especialmente quando combinada com etinilestradiol, tem sido associada a um risco aumentado de TEV devido a seus efeitos na coagulação sanguínea, embora o mecanismo exato ainda seja objeto de estudo.
Além do tipo de progestógeno, fatores como idade avançada, obesidade, tabagismo, histórico familiar de TEV, trombofilias e imobilização prolongada aumentam o risco de tromboembolismo em usuárias de contraceptivos orais.
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