Contraceptivos Orais Combinados: Contraindicações Categoria 4 OMS

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023

Enunciado

Os métodos contraceptivos hormonais femininos combinados são seguros e eficazes, porém devem ser prescritos por um médico ou profissional da saúde que faça parte de um serviço de planejamento familiar e que avalie se a paciente tem alguma contraindicação a esse uso.Segundo a OMS, com relação aos critérios de elegibilidade dos métodos contraceptivos orais combinados, categoria 4, assinale a opção correta.

Alternativas

  1. A) Não se deve utilizar o método de contraceptivos orais combinados, pois a contraindicação é absoluta, como no caso de cefaleia tensional.
  2. B) Não se deve utilizar o método de contraceptivos orais combinados, pois a contraindicação é absoluta, como no caso de trombofilia conhecida.
  3. C) Não é recomendado o uso de contraceptivos orais combinados, a menos que métodos mais adequados não estejam disponíveis ou não sejam aceitáveis, como no caso de presença de câncer de mama.
  4. D) Não é recomendado o uso de contraceptivos orais combinados, a menos que métodos mais adequados não estejam disponíveis ou não sejam aceitáveis, como nos casos de trombose venosa profunda ou de embolia pulmonar atual ou pregressa.

Pérola Clínica

Contraceptivos orais combinados (COC) Categoria 4 OMS = contraindicação absoluta (ex: trombofilia conhecida).

Resumo-Chave

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica os critérios de elegibilidade para métodos contraceptivos em categorias de 1 a 4. A Categoria 4 representa uma condição na qual o método não deve ser usado, pois o risco à saúde é inaceitável. Trombofilia conhecida é uma contraindicação absoluta para contraceptivos orais combinados devido ao risco aumentado de eventos tromboembólicos.

Contexto Educacional

Os contraceptivos hormonais combinados, que contêm estrogênio e progestagênio, são métodos eficazes de controle de natalidade, mas possuem contraindicações importantes devido aos seus efeitos sistêmicos, principalmente o risco trombótico associado ao estrogênio. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece critérios de elegibilidade médica para o uso de métodos contraceptivos, categorizando as condições de saúde de 1 a 4, onde a Categoria 4 representa uma contraindicação absoluta. A Categoria 4 indica que o método contraceptivo não deve ser utilizado sob nenhuma circunstância, pois o risco à saúde da mulher é inaceitável. Exemplos clássicos de condições Categoria 4 para contraceptivos orais combinados incluem trombofilia conhecida (como deficiência de Fator V Leiden ou antitrombina), histórico de trombose venosa profunda (TVP) ou embolia pulmonar (EP), doença cardíaca isquêmica, acidente vascular cerebral (AVC), câncer de mama atual e hipertensão arterial grave não controlada. É fundamental que o profissional de saúde realize uma anamnese detalhada e avaliação clínica para identificar quaisquer contraindicações antes de prescrever contraceptivos hormonais combinados. O conhecimento desses critérios é essencial para garantir a segurança da paciente e para a prática de planejamento familiar, sendo um tópico recorrente em provas de residência médica.

Perguntas Frequentes

O que significam as categorias de elegibilidade da OMS para contracepção?

As categorias da OMS classificam a segurança do uso de métodos contraceptivos em diferentes condições de saúde. Categoria 1: sem restrição; Categoria 2: vantagens superam riscos; Categoria 3: riscos superam vantagens; Categoria 4: risco inaceitável, método contraindicado.

Quais são as principais contraindicações absolutas (Categoria 4) para contraceptivos orais combinados?

As principais contraindicações absolutas incluem trombofilia conhecida, histórico de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, doença cardíaca isquêmica, AVC, câncer de mama atual, doença hepática grave, enxaqueca com aura e hipertensão não controlada.

Por que a trombofilia é uma contraindicação para contraceptivos orais combinados?

Contraceptivos orais combinados aumentam o risco de eventos tromboembólicos devido ao componente estrogênico. Em pacientes com trombofilia, que já possuem um risco aumentado, o uso desses contraceptivos eleva o risco a um nível inaceitável, tornando-os contraindicados.

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