SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2024
O uso de contraceptivos orais combinados possui algumas contraindicações importantes por aumentar o risco de fenômenos tromboembólicos. Acerca desse assunto, assinale a alternativa correta.
Pacientes com HPV (alterações citopáticas) podem usar DIU hormonal ou não hormonal, pois não há contraindicação.
A presença de alterações citopáticas sugestivas de HPV não contraindica o uso de DIU (hormonal ou não hormonal), pois não há evidências de que o DIU piore a infecção ou a progressão da doença cervical. É uma opção contraceptiva segura para essas pacientes.
Os contraceptivos orais combinados (COCs) são amplamente utilizados, mas possuem contraindicações importantes, principalmente relacionadas ao risco de eventos tromboembólicos. O estrogênio presente nos COCs aumenta a síntese de fatores de coagulação e diminui a de anticoagulantes naturais, elevando o risco de trombose venosa e arterial. É fundamental que o médico avalie cuidadosamente o perfil de risco da paciente antes da prescrição. Entre as contraindicações absolutas para COCs, destacam-se histórico de tromboembolismo venoso (TEV) ou arterial (AVE, IAM), migrânea com aura (devido ao risco aumentado de AVE isquêmico), hipertensão arterial não controlada, doença hepática grave, câncer de mama atual e tabagismo em mulheres com mais de 35 anos. A investigação de trombofilias hereditárias não é rotineiramente indicada para todas as jovens antes do início dos COCs, mas sim para aquelas com história familiar de TEV em parentes de primeiro grau antes dos 50 anos ou TEV sem fator de risco claro. Para pacientes com condições específicas, como epilepsia em uso de lamotrigina, os COCs podem interagir, diminuindo a eficácia do anticonvulsivante. Nesses casos, métodos apenas com progesterona (como minipílula, injetável trimestral ou implante) ou métodos não hormonais (DIU de cobre) são mais seguros. Em relação ao HPV, a presença de alterações citopáticas sugestivas não é uma contraindicação para o uso de dispositivos intrauterinos (DIU hormonal ou de cobre), pois não há evidências de que o DIU influencie negativamente a infecção pelo vírus ou a progressão das lesões cervicais. O DIU é uma opção contraceptiva segura e eficaz para essas pacientes, desde que as lesões cervicais sejam devidamente acompanhadas e tratadas.
As contraindicações absolutas incluem histórico de tromboembolismo venoso ou arterial, migrânea com aura, hipertensão não controlada, doença hepática grave, câncer de mama atual, tabagismo em mulheres >35 anos e diabetes com complicações vasculares.
A migrânea com aura aumenta significativamente o risco de acidente vascular cerebral isquêmico, e o estrogênio presente nos contraceptivos combinados potencializa esse risco, tornando-os contraindicados.
Contraceptivos hormonais combinados podem diminuir os níveis séricos de lamotrigina, reduzindo sua eficácia anticonvulsivante. Nesses casos, métodos apenas com progesterona ou não hormonais são preferíveis, ou ajuste da dose da lamotrigina.
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